Série B: Tencati blinda Luizão, mas cobra reação coletiva no Botafogo-SP

A pressão sobre o camisa nove aumentou desde que ele assumiu o posto de titular após a lesão de Hygor

Tencati garantiu que o foco da reabilitação do Botafogo não pode ser individualizado

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Cláudio Tencati, técnico do Botafogo-SP - Foto: Reprodução / TV Botafogo-SP

Ribeirão Preto, SP, 20 (AFI) – O técnico Cláudio Tencati resolveu chamar para si a responsabilidade pela má fase do Botafogo-SP na Série B. Após o revés por 1 a 0 diante do Goiás na Serrinha, o comandante aproveitou os microfones para blindar o jovem centroavante Luizão, de 23 anos, que vem sofrendo forte contestação das arquibancadas devido ao jejum de vitórias do Pantera, que acabou entrando na zona de rebaixamento da competição nacional.

A pressão sobre o camisa nove aumentou desde que ele assumiu o posto de titular após a lesão de Hygor. Nos cinco jogos em que iniciou entre os titulares, o atacante balançou as redes apenas uma vez, de pênalti, no empate por 1 a 1 contra o Cuiabá.

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SEM CULPADOS?

Nesse intervalo, o Tricolor de Ribeirão Preto acumulou três empates e duas derrotas, vendo a seca geral de triunfos atingir a marca de sete partidas e derrubar o time para a 17ª colocação, com nove pontos.

“Ele é o nove, centroavante. A estreia não foi mal contra o Atlético-GO, contra o Cuiabá teve personalidade no pênalti, mas os resultados não vieram e o desempenho também não foi tão bom”, avaliou Cláudio Tencati.

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Luizão anotou apenas um gol na Série B – Foto: João Victor Menezes de Souza / Agência Botafogo

O comandante tricolor reconheceu o incômodo do torcedor com a escassez de gols — foram somente quatro marcados nas últimas sete exibições —, mas pediu paciência com o processo de amadurecimento do atleta.

“Hoje a pressão está em cima de quem? Ele é o nove. É normal, mas é um menino ainda, um jovem jogador, vai evoluir. Entendo a frustração do torcedor, tem que estar louco da vida com a gente, bravo, nós também estamos. É um processo turbulento que vai passar, tenho certeza, e nós vamos reverter a situação”, afirmou o treinador.

DM LOTADO

O grande obstáculo da comissão técnica tem sido o estaleiro lotado, que impede uma maior rotação no setor ofensivo. Além de Hygor, Guilherme Queiroz se lesionou logo no início do campeonato. O recém-contratado Arthur Caíke, que chegou com status de titular há um mês, teve uma lesão constatada antes mesmo de estrear e cumpre cronograma de transição física.

“Caberia àqueles atletas que estão à disposição estarem no foco. O Queiróz machucou no início da competição, Hygor começou bem e machucou, Arthur Caíke está na transição para integrar a tática. Quando eles voltarem, ele (Luizão) vai ser o agregado”, explicou o técnico.

OLHO NA RECUPERAÇÃO

Mesmo com as dificuldades, Tencati garantiu que o foco da reabilitação do Botafogo não pode ser individualizado e que o clube seguirá dando respaldo ao jovem atacante nos treinamentos diários.

“Se o Luizão estiver aqui, nós vamos acreditar. Alternou demais nos últimos jogos, mas não é nele o foco, a responsabilidade, é num todo. Ele não foi contratado para resolver os problemas. Ele veio para somar, veio em um projeto a longo prazo. Sabemos que temos que trabalhar mais com ele”, concluiu o treinador.

Buscando deixar o Z-4 e iniciar uma retomada na tabela, o Botafogo-SP terá a semana livre antes de voltar a campo na próxima segunda-feira, às 19h, quando recebe o Athletic no Estádio Santa Cruz, em Ribeirão Preto.

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