Auxiliar da Ponte admite insegurança da equipe dentro de campo
Gabriel Remédio, que substituiu o treinador Rodrigo Santana, falou sobre a pressão de jogar dentro da zona de rebaixamento
“Os problemas extracampo atrapalham. Mas, independentemente disso, a gente não teve uma noite feliz. Perdemos no campo. Jogar dentro do Z-2 o, saindo atrás do placar, gera uma pressão a mais"
Campinas, SP, 13 (AFI) – A Ponte Preta viveu outra noite amarga na Série B ao ser goleada por 4 a 1 pelo Londrina no Majestoso. Após a partida, o auxiliar técnico Gabriel Remédio, que substituiu o suspenso Rodrigo Santana, reconheceu o peso da crise extracampo e dos salários atrasados no psicológico do elenco, mas descartou que isso seja a única explicação para o tropeço.
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Segundo Remédio, o time fez um primeiro tempo equilibrado, criou chances e até acertou a trave. No entanto, a instabilidade emocional ao atuar pressionado na vice-lanterna acabou pesando na reta final.
“Os problemas extracampo atrapalham, sim. Mas, independentemente disso, a gente não teve uma noite feliz. Perdemos no campo. Jogar dentro da zona de rebaixamento, saindo atrás do placar, gera uma pressão a mais. São detalhes que mudariam o ritmo da partida. Passa muito por essa insegurança diante do momento da equipe.”
Sem concentração
Um dos reflexos da grave situação financeira – que motivou manifestações do elenco – foi a decisão dos jogadores de não se concentrarem em hotel antes do jogo. Mesmo assim, Gabriel Remédio minimizou o impacto desse gesto no rendimento do time.
“Não concentrar foi uma decisão dos atletas que a gente respeitou. Eles fizeram toda a preparação sem nenhum problema. Hoje se apresentaram após o almoço e fizeram toda a rotina normal do jogo. Acho que isso não interferiu porque foi uma noite infeliz. Cabe aceitar as críticas, porque são justas, e seguir trabalhando para melhorar.”
Metá é 45 pontos
Questionado sobre a fala do goleiro Diogo Silva, que pediu foco total nos 45 pontos para evitar o descenso à Série C, o auxiliar não fugiu da raia e corroborou a necessidade de pensar primeiro em escapar do Z4.
“Uma coisa não exclui a outra. A gente tem como meta fazer 45 pontos, mas claro que queremos uma pontuação maior para brigar lá em cima. A Série B é muito nivelada. O ‘se’ não existe e, por isso, precisamos brigar primeiro pelos 45 pontos para depois almejar coisas maiores na competição.”
Próximo compromisso
Com apenas sete pontos, três derrotas seguidas e muita pressão, a Ponte volta a campo no próximo domingo (24), fora de casa, diante do CRB, às 16h30.





































































































































