Rogério Ceni descarta demissão no Bahia após vaias na Arena Fonte Nova

Treinador rebateu os protestos da torcida tricolor e garantiu que não vai abandonar o clube

Sob vaias e pressão no Bahia, Rogério Ceni rebate protestos da torcida, descarta pedir demissão e lamenta jejum de vitórias

Rogério Ceni descarta demissão no Bahia após vaias na Arena Fonte Nova (Foto: Rafael Rodrigues/ECB)
Rogério Ceni descarta demissão no Bahia após vaias na Arena Fonte Nova (Foto: Rafael Rodrigues/ECB)

Salvador, BA, 18 (AFI) – O técnico Rogério Ceni manifestou sua intenção de permanecer no comando do Bahia mesmo após o empate por 1 a 1 contra o Grêmio, na tarde deste domingo (17), na Arena Fonte Nova. O resultado estendeu para sete o número de partidas consecutivas da equipe sem vencer, igualando a pior sequência do treinador no clube, registrada no fim de 2024.

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O desempenho recente do time no Campeonato Brasileiro motivou protestos e vaias por parte da torcida local, direcionados principalmente ao técnico antes, durante e depois do encerramento do confronto.

Rogério Ceni descarta demissão no Bahia após vaias na Arena Fonte Nova (Foto: Rafael Rodrigues/ECB)
Rogério Ceni descarta demissão no Bahia após vaias na Arena Fonte Nova (Foto: Rafael Rodrigues/ECB)

RESPOSTA ÀS ARQUIBANCADAS

Na entrevista coletiva após o jogo, o comandante do Bahia avaliou a reação do público e defendeu o volume de jogo apresentado pelos seus atletas.

“Vejo como uma democracia as pessoas expressarem as suas opiniões. Entendo a tristeza do torcedor. A gente também carrega. Hoje, com tantas oportunidades, a bola não entra. Momento difícil, de baixa. Hoje a gente fez muito bom jogo, melhor que na Copa do Brasil, mas não conseguiu vencer. Isso é frustrante”, afirmou Ceni, acrescentando que “Gostaria que o torcedor apoiasse. Em matéria do que criamos, nós merecíamos sair com a vitória hoje. O torcedor está chateado, e eu entendo. Gostaria que eles gostassem do trabalho. Os jogadores sentem, é claro. Entendo o lado do torcedor e o dos jogadores”.

POSTURA NO BAHIA E RETROSPECTO

Indagado sobre pedir demissão em razão do ambiente hostil, o profissional rechaçou a hipótese e enfatizou seu compromisso diário com a equipe.

“Você abandonaria sua profissão se alguém te ofendesse? Claro que não, se você ama o seu trabalho. A vida consiste muito no que você é apaixonado. Eu sei que eu tenho capacidade, que os atletas acreditam em mim”, rebateu, concluindo que “Trabalho 12h por dia e fico muito em casa. A minha vida é trabalhar. Claro que não é agradável trabalhar com vaia, mas não acho justo uma pessoa abandonar o que ama por uma ofensa. Isso é para gente fraca, que desiste fácil”.

“Se o meu limite for o que aconteceu hoje, esse é o meu limite, com oito oportunidades claras de gols. O que eu não consigo controlar é a bola entrar ou não. O resultado é preponderante, mas eu trabalho muito todos os dias”, finalizou Ceni.

Atualmente, o Bahia é o sétimo colocado da liga nacional com 23 pontos, tendo no ano o título baiano e quedas precoces na pré-Libertadores para o O’Higgins e na Copa do Brasil para o Remo.