Justiça nega recurso e Guarani terá que fazer novas eleições

A ação judicial foi movida por Felipe Ramos Roselli, líder da chapa de oposição "Meu Bugre Forte"

Agora, o Guarani corre contra o tempo para convocar os sócios e realizar uma eleição transparente

Guarani tera de fazer novas eleicoes
Rômulo Amaro segue fora da presidência do Guarani - Foto: Raphael Silvestre/ Guarani FC

Campinas, SP, 05 (AFI) – O cenário político no Brinco de Ouro sofreu uma reviravolta decisiva. O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) rejeitou o recurso da atual diretoria do Guarani e manteve a anulação do pleito realizado em dezembro.

Com a negativa do desembargador Enéas Costa Garcia, o clube é obrigado a organizar uma nova assembleia eleitoral em um prazo de 30 dias corridos, colocando em xeque a continuidade da gestão de Rômulo Amaro.

NOVIDADE! Futebol Interior agora está nos Canais do WhatsApp. Participe agora!

TJ NEGA PEDIDO

O Conselho de Administração tentou suspender a decisão da 11ª Vara Cível de Campinas, alegando que a anulação traria instabilidade administrativa e danos financeiros ao Bugre. No entanto, o relator do caso indeferiu o efeito suspensivo, alegando falta de “verossimilhança” para uma liminar imediata.

Para evitar a paralisia das atividades do clube, os atuais membros dos Conselhos de Administração, Deliberativo e Fiscal permanecem em seus cargos de forma provisória até que o novo processo eleitoral seja concluído.

ENTENDA O CASO

A ação judicial foi movida por Felipe Ramos Roselli, líder da chapa de oposição “Meu Bugre Forte”. Sua candidatura havia sido barrada durante a polêmica assembleia de 14 de dezembro de 2025, o que permitiu a vitória por chapa única da atual situação. A juíza Ana Lial Beall identificou vícios graves no rito estatutário daquela votação.

“A soberania da Assembleia não autoriza o descumprimento do rito estatutário. No caso em tela, há prova literal de que a votação ocorreu de forma aberta (‘por levantamento’), em flagrante violação aos artigos do Estatuto que exigem o voto secreto para questões eleitorais”, explicou a magistrada.

CONFLITO INTERNO

Outro ponto crucial para a Justiça foi o uso de regras obsoletas para impugnar o adversário. A atual diretoria alegou faltas de Roselli em 2023 para torná-lo inelegível, baseando-se em punições do estatuto antigo, ignorando que o novo regimento, em vigor desde setembro de 2025, não previa tal penalidade.

“A inovação de motivos para impugnação em sede assemblear, após a homologação prévia pela Comissão Eleitoral, configura nítido cerceamento de defesa e violação ao devido processo legal associativo. O fundamento para a impugnação (faltas em 2023) baseou-se em sanção do Estatuto antigo, que teria sido suplantado pelo novo Estatuto vigente”, reforçou a juíza Ana Lia Beall.

Agora, o Guarani corre contra o tempo para convocar os sócios e realizar uma eleição transparente, utilizando a mesma comissão eleitoral do ano anterior, conforme determinado pela sentença. O desfecho promete acirrar ainda mais os ânimos nos bastidores do Estádio Brinco de Ouro.

Confira também: