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ARIOVALDO IZAC

Élio Sizenando pode até contestar a imprensa, mesmo sem razão

Democraticamente, ele pode, mesmo se não tiver razão. Élio não gostou das vaias da torcida do Guarani após empate em casa.

Democraticamente, Élio Sizenando, técnico do Guarani, pode até contestar a imprensa, mesmo que não tenha razão.

Brasileirão - Série C - 2026
Elio Sizenando, técnico do Bugre - Foto: Raphael Silvestre / Guarani FC

Por ARIOVALDO IZAC

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Segunda-feira com postagem dupla. Na anterior, repórter catarinense perguntou ao treinador Cauan de Almeida como explicar o time do Avai todo ‘bagunçado’?
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Que coragem, hein!

Click no texto e confira aquilo que rolou.

O tempo passa, dizia o saudoso narrador de futebol Fiori Gigliotti.

E por que a lembrança desse bordão imortal?

Pra citar que o treinador Élio Sizenando, do Guarani, tem toda liberdade para se manifestar, mesmo que o alvo seja atingir a imprensa.

Durante entrevista pós-empate do Guarani com a Itabaiana por 1 a 1, ele citou o comportamento do torcedor bugrino de vaiar jogadores em razão das críticas da imprensa em relação a um e outro.

Outrora contestava esse tipo de posição, mas hoje entendo que, mesmo com discordância, o espírito democrático lhe dá o direito de devolver críticas que recebe.

Portanto, discordância em quaisquer dos lados são cabíveis, embora também tenho entendimento que não cabe a escalação da equipe com três zagueiros em jogos como mandante.

LATERAIS NÃO CRIAM

Se o clube contasse com laterais que supostamente pudessem fazer diferença nos avanços ao ataque até se poderia abrir essa discussão de três zagueiros, mas não é o caso.

Como tenho citado repetidamente, o Guarani carece daquele meia com capacidade de infiltração na defesa adversária, de forma que possa abrir espaços para terminar as jogadas, ou servir parceiros de ataque em condições de conclui-las.

Sem atleta com essa característica, porque o meia João Paulo perdeu bastante desta dinâmica – pelo peso da idade – cabe ao treinador buscar alternativas com aquilo que dispõe no grupo.

HEBERT POR DENTRO

Guardadas as devidas proporções, não seria possível moldar o rápido atacante de beirada Hebert para executar a função antes atribuída ao meia-direita, como fazia com mais qualificação Edílson Capetinha, no Guarani?

Cabe repetir para não pairar dúvidas: guardadas as devidas proporções.

Desse elenco, Hebert é um dos raros que pode se valer da individualidade para infiltrações por dentro, com a vantagem de ter aptidão para arriscar finalização de média distância, como ocorreu contra o Volta Redonda.

Portanto, Sizenando, de minha parte o senhor pode continuar se manifestando.

Os espaços são iguais para manifestações, mesmo que haja discordância.