Repórter catarinense perguntou ao treinador do Avaí por que o time estava 'bagunçado'
Cauan de Almeida, do Avaí, não perdeu as estribeiras para responder, e estrategicamente optou pela enrolação
Até imaginei que a gente tivesse voltado às décadas de 70 e 80 do século passado, quando o repórter colocava na cara do treinador aquilo que acontecia.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 21 (AFI) – Ouço a entrevista coletiva – e não coletiva de imprensa – do treinador Cauan de Almeida, do Avaí, após a derrota por 2 a 1 para a Ponte Preta, e me surpreendo com a coragem da pergunta de um repórter.
Até imaginei que a gente tivesse voltado às décadas de 70 e 80 do século passado, quando o repórter colocava na cara do treinador aquilo que acontecia.
Eis a pergunta: por onde passou uma derrota de um time bagunçado?
Ainda bem que o entrevistado não foi o ex-treinador José Cândido Sotto Maior, o Candinho, e nem Lori Sandri – já falecido -, pois a resposta seria na base da grosseria.
ENROLADA DE CAUAN
Cauan não perdeu as estribeiras para responder, e estrategicamente optou pela enrolação, ao citar que o time do Avaí atacou, criou chances e não teve a felicidade de convertê-las em gols.
Claro que não foi isso que aconteceu, mas a facilidade dele pra se comunicar e enrolar fez que justificasse a postura da Ponte Preta de adotar marcação através de bloco baixo.
E para completar a explanação, ainda citou que pelo fato de os volantes de sua equipe terem avançado, a incumbência de criação de jogadas teria ficado a cargo de zagueiros.
Aí, só faltou ao ousado repórter – que parecia de nosso tempo – interrogá-lo com a inevitável pergunta: como assim? Criação através dos zagueiros?





































































































































