Rio Preto comemora 107 anos e homenageia seu maior benemérito

Presidente do clube fez questão de lembrar tudo aquilo que Victor Brito Bastos e sua família fizeram pela instituição

Fundado em 21 de abril de 1919, Rio Preto celebra 107 anos de existência como um dos clubes mais tradicionais do futebol paulista

José Eduardo Rodrigues, presidente do Rio Preto (Foto: Divulgação)
José Eduardo Rodrigues, presidente do Rio Preto (Foto: Divulgação)
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Por: Oscar Silva

São José do Rio Preto, SP, 21 (AFI) – Neste dia 21 de abril, o Rio Preto Esporte Clube, que tem como presidente José Eduardo Rodrigues, completa 107 anos de existência. O Jacaré foi fundado em 21 de abril de 1919. Em sua trajetória, o clube esmeraldino disputou, em 2008, pela primeira vez, a elite do futebol paulista.

Atualmente, o Verdão da Vila Universitária está na terceira divisão do futebol paulista – a Série A3. Como sempre, e de forma justa, a família de Victor Brito Bastos é lembrada na fundação do clube.

BEM LEMBRADO!

Victor Brito Bastos 2
(Foto: Divulgação)

Em mais um aniversário de fundação do Glorioso da Vila Universitária, o presidente esmeraldino fez questão, mais uma vez, de homenagear e lembrar tudo aquilo que Victor Brito Bastos e sua família fizeram pelo Rio Preto, hoje um clube com situação financeira equilibrada e com todas as certidões negativas em dia. (Fotos: Divulgação)

MÉRITOS E MAIS UMA VEZ HOMENAGEADO!

Nesse contexto, pela passagem de mais um ano do clube rio-pretense, o benemérito Victor Brito Bastos e sua família são novamente homenageados e lembrados por tudo o que fizeram pela instituição. Foi por meio do saudoso Victor Bastos que o Rio Preto conseguiu dar o pontapé inicial para ter um grande estádio, o Riopretão, que desperta admiração em muitos clubes no cenário brasileiro.

Ele doou a área do extinto Fortim da Vila, posteriormente vendida para a construção da atual praça esportiva do Jacaré.

GRANDE LEGADO!

O saudoso Victor Brito Bastos foi farmacêutico, advogado, cartorário, vereador, presidente da Câmara e prefeito municipal de São José do Rio Preto, com mandato de cinco anos e seis meses. Era formado pela Escola de Pharmacia de Ouro Preto (MG).

No período de 1920 a 1968, o estádio do Rio Preto levou seu nome, em uma iniciativa justa da diretoria esmeraldina, sendo novamente homenageado pela atual gestão de José Eduardo Rodrigues.

DOAÇÕES DE BASTOS

A primeira doação ocorreu em 14 de setembro de 1922, com registro nº 20.816. Na área, foi construído o primeiro estádio, o Fortim da Vila, com cláusula de reversão em benefício da família caso o clube desocupasse o espaço, o que ocorreu em 1964. Com o falecimento do doador, em 30 de agosto de 1945, os herdeiros renunciaram aos recursos provenientes da venda da área, abrindo mão da cláusula de reversão.

Com isso, permitiram que o clube utilizasse o valor para adquirir o terreno onde hoje está o Riopretão. A doação consta no registro nº 20.816, no primeiro cartório, averbação 15.076, nº 72.811/FLS. 237, lavrada em setembro de 1964 e registrada à época pelo escrevente Gumercindo de Seta, em 10 de setembro de 1964.

TEM MAIS

Na ocasião, a área foi vendida e, com os recursos obtidos por Ulisses Jamil Cury, juntamente com Alcides Soler, em 27/10/1964, foi escolhida e adquirida, em nome do clube, a área destinada à construção do estádio. A escritura de transferência nº 25.961 oficializou a compra de 68 mil m² (cerca de cinco alqueires).

O estádio foi inaugurado em 1968 e, durante nove anos, foi denominado apenas como Riopretão, sem o devido reconhecimento ao seu maior benemérito, cujo nome deveria ter sido atribuído desde o início. No entanto, essa é outra história, que pode ser melhor esclarecida por meio de atas e documentos do Conselho Deliberativo e da diretoria da época.

FALA, PRESIDENTE!

“O Rio Preto Esporte Clube chega aos 107 anos de existência como o clube mais tradicional do Noroeste Paulista, recheado de conquistas dentro e fora das quatro linhas. O Glorioso é, definitivamente, orgulho do futebol paulista. Em um momento em que a maioria dos clubes se resume a onze camisas, o Jacaré conta com um patrimônio invejável. Hoje, somos diferentes de ontem, graças ao trabalho árduo de uma diretoria que tem como ideal sanear as finanças, quitando dívidas milionárias herdadas de uma desastrosa administração de 33 anos”, disse o presidente esmeraldino, Rodrigues.

PARA O DIRIGENTE, A ‘LIMPEZA’ ERA NECESSÁRIA!

“Recuperamos a credibilidade e a honradez nas tratativas com fornecedores, empresários, atletas profissionais e prestadores de serviços. O Rio Preto agora é renovado por uma gestão honrada, profissional, dedicada e, acima de tudo, transparente. Nestes 107 anos, homenageamos os notáveis que contribuíram para que chegássemos até aqui, mais vivos do que nunca e movidos por um amor sem fim pelo nosso eterno Glorioso.

Definitivamente, hoje ninguém vive do clube; todos nós vivemos para o clube. Avante, sempre, soberano. Nosso secular verde e branco é a paixão permanente desta cidade maravilhosa chamada São José do Rio Preto, onde nasci e, desde criança, desenvolvi amor pelo Rio Preto Esporte Clube”, finalizou.

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