Sizenando defende elenco do Guarani e rebate vaias no Brinco

O técnico Elio Sizenando não poupou críticas à postura de parte da torcida

Mesmo com o gosto amargo do empate em casa, o treinador fez questão de valorizar a atual posição do Gurani na tabela

TECNICO DO GUARANI DEFENDE ELENCO
Elio Sizenando, técnico do Bugre - Foto: Raphael Silvestre / Guarani FC

Campinas, SP, 20 (AFI) – O Guarani manteve sua invencibilidade na Série C, mas o clima após o empate em 1 a 1 com o Itabaiana, no último domingo (19), foi de tensão. Apesar de abrir o placar com Hebert e seguir dentro do G-8, o time deixou o campo sob protestos das arquibancadas.

O técnico Elio Sizenando não poupou críticas à postura de parte da torcida e direcionou parte do descontentamento à forma como as análises da imprensa influenciam o comportamento dos torcedores.

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APELO AO TORCEDOR

Mesmo com o gosto amargo do empate em casa, o treinador fez questão de valorizar a atual posição do Bugre na tabela. Com cinco pontos conquistados, o time de Campinas segue firme na zona de classificação para a próxima fase. Sizenando ressaltou que a pressão excessiva sobre os atletas pode ser prejudicial à caminhada do clube na competição nacional.

“Temos um bom time, fizemos um ponto, estamos no G-8. O importante é somar e não perder. Não tem pressão sobre mim, estou acostumado. A torcida vai vaiar. Vocês (imprensa) poderiam ajudar um pouco mais. Soltam cada coisa que depois o torcedor vem aqui já pressionando. […] Para o Itabaiana é ótimo, mas para os nossos jogadores é ruim. Precisamos de apoio. Os atletas querem ganhar. Vaiar jogador do próprio time não é legal”, desabafou o comandante.

BLINDAGEM DO ELENCO

Um dos pontos centrais das críticas foi a improvisação do zagueiro Raphael na lateral direita após a saída de Ynaiã. Elio Sizenando justificou a escolha por questões táticas e defensivas, alegando que a decisão visa dar maior segurança e liberdade para outros setores do time, como o meia João Paulo.

“Eu sei o lateral que tenho no banco, trabalho com ele todos os dias. Com o Raphael, ganho mais na bola parada e na parte defensiva, além de liberar mais o João Paulo. O problema é que vocês não querem que o Raphael jogue e passam isso para o torcedor. Aí, em vez de apoiar, ele vaiar. A imprensa passa a semana inteira martelando isso”, afirmou Sizenando, defendendo suas convicções.

PÁGINA VIRADA

Com o grupo fechado em torno das ideias da comissão técnica, o Guarani agora projeta o próximo desafio para consolidar sua posição no G-8. O Bugre terá uma semana de ajustes antes de viajar para Araraquara, onde enfrenta a Ferroviária na segunda-feira (27).

O confronto é visto como fundamental para manter a invencibilidade e acalmar os ânimos em Campinas. Para Sizenando, a dedicação dos atletas é inquestionável, e o “trabalho de lapidação” continuará sendo feito para que o time consiga transformar o volume de jogo em vitórias, restabelecendo a sintonia entre o campo e a arquibancada.

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