Decisão judicial faz investidor recuar da SAF do Guarani

Clube campineiro foi atingido pelo recuo imediato de um investidor, que resolveu sair de campo após o impasse judicial

Guarani segue mobilizado nos tribunais para tentar reverter um cenário que freou o futuro da SAF e trouxe incertezas ao torcedor

Rômulo Amaro, presidente do Bugre (Foto: Raphael Silvestre-Guarani)
Rômulo Amaro, presidente do Bugre (Foto: Raphael Silvestre-Guarani)

Campinas, SP, 17 (AFI) – A liminar que suspendeu o resultado das eleições do Guarani pegou o departamento jurídico bugrino de surpresa e já trouxe repercussões de peso nos bastidores do Brinco de Ouro. O clube, que buscava avançar na negociação da SAF, foi atingido pelo recuo imediato de um investidor, que resolveu sair de campo após o impasse judicial.

Em entrevista concedida à Rádio Bandeirantes, o advogado do Guarani, André Torquato, revelou que o clube traçou duas estratégias para tentar reverter a decisão da 11ª Vara Cível. A primeira é a apresentação de embargos de declaração, com o objetivo de esclarecer quem representa legalmente o clube neste momento turbulento. O Bugre também busca respostas sobre a validade de atos da diretoria nos últimos meses, incluindo contratos e inscrições de atletas.

MAIS DETALHES

A segunda frente será o ingresso de agravo de instrumento no Tribunal de Justiça de São Paulo, tentando cassar a liminar e restabelecer os Conselhos. A situação ganhou contornos mais dramáticos quando a insegurança jurídica fez o investidor recuar na proposta pela SAF. Segundo o departamento jurídico, a proposta oficial estava pronta para ser entregue, mas foi travada pela instabilidade causada pela liminar.

O investidor teria comunicado à consultoria responsável pelo contrato que, diante da decisão, não enviaria mais o documento nem a proposta, alegando insegurança jurídica e preferindo aguardar uma definição do quadro. O prejuízo foi classificado como “incalculável” pelo jurídico alviverde, frustrando as pretensões da diretoria nesta semana decisiva.

ELEIÇÃO QUESTIONADA NA JUSTIÇA

O jurídico do Guarani aponta erros na fundamentação da decisão que anulou a eleição. Sobre a alegação de voto aberto, a defesa afirma que apenas deliberações de recursos e a escolha da mesa diretora foram abertas, seguindo tradição de 30 anos. Já o voto do pleito teria ocorrido de forma pessoal, direta e secreta, conforme determina o Estatuto.

Além disso, a diretoria rejeita a hipótese de cerceamento de defesa à chapa de oposição, alegando que os recursos foram comunicados no tempo adequado para manifestação. Segundo o jurídico, faltou entendimento técnico sobre as normas internas do Bugre. O clube segue mobilizado nos tribunais para tentar reverter um cenário que, por ora, freou o futuro da SAF e trouxe incertezas ao torcedor.