Élio Sizenando surpreendeu ao escalar o Guarani com três zagueiros, mas liberou os laterais e meias para atacar.
O treinador conseguiu compactar a equipe, ao adiantar as linhas defensivas e, fechar bem aqueles espaços outrora deixados no meio de campo
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 13 (AFI) – Guarani vai mudando. Na plataforma de comentários do Blog do Ari, no link https://blogdoari.futebolinterior.com.br/, teve bugrino me cobrando quando avisei que o Volta Redonda poderia oferecer alguma residência, embora tivesse deixado claro que o setor ofensivo dele era inoperante.
Aí o Guarani coloca em prática a cobrada aplicação, torna-se preponderante na partida, e me cobram porque havia citado que enfrentaria resistência do adversário.
Quem viu o Volta Redonda contra o Paysandu observou claramente que foi muito mais competitivo do que diante do Guarani.
Como cada jogo tem a sua história, neste o Guarani foi mais aplicado do que o Volta Redonda, sem que isso representasse uma atuação destacada.

ÉLIO SIZENANDO SURPREENDE
Quando o treinador Élio Sizenando montou a equipe do Guarani com três zagueiros diante do Volta Redonda, a percepção inicial era de excesso de cuidados defensivos.
Todavia, ficou claro qual a intenção dele ao colocar em prática o seu plano de jogo.
Ele usou Rafael Rodrigues como suposto terceiro zagueiro quando o Guarani era atacado, pois havia um plano de jogo para empurrar o adversário para os lados de campo, e assim optar por cruzamentos.
Logo, além de Rafael Rodrigues, a sua equipe contava com o grandalhão Rafael Donato para o jogo aéreo, e foi soberana nesta insistência de bolas cruzadas.
Com o Guarani de posse de bola, Rafael Rodrigues se adiantava e se transformava num segundo volante.
Assim, o treinador conseguiu compactar a equipe, ao adiantar as linhas defensivas e, consequentemente, fechar bem aqueles espaços outrora deixados no meio de campo, que o adversário explorava.
Claro que os devidos recuos do meia João Paulo, na combatividade, também serviram para acrescentar.
LIBERDADE AOS LATERAIS
Com essa formatação, os laterais tiveram mais liberdade para avanços ofensivos, e consequentemente a bola chegou mais vezes nas proximidades da área adversária.
Apesar do rendimento aquém do previsto do Volta Redonda, claro que seria precipitada avaliação conclusiva da nova estratégia colocada em prática pelo Guarani, mas é prenúncio de que seja um caminho adequado.
O que por ora falta acrescentar?
CADÊ O CABECEADOR?
Se é que haverá continuidade dos excessivos cruzamentos do time bugrino, é preciso a descoberta do cabeceador, o que não é o caso do centroavante Lucca.
Não dispondo do jogador adequado à função, por que não procurar no elenco alguém com capacidade de dribles por dentro, visando infiltrações na defesa adversária?
Quem seria a opção?
Não sugira o meia João Paulo, que perdeu bastante dessa característica que utilizava no passado.
Por que não a experiência para as tais incursões por dentro através do rápido Hebert? Não custa tentar.
COBRADOR DE FALTAS
Na hipótese dele sofrer seguidas faltas nas proximidades da área adversária, por que não a ‘descoberta’ do cobrador, com insistência nos treinamentos, e espera de relativo aproveitamento?
Só pra lembrar: na década de 90 do século passado, no comando do São Paulo, o saudoso treinador Telê Santana convenceu o ex-meia Raí para exaustivos treinamentos nas tais cobranças.
Ele topou e se transformou num exemplo como cobrador de faltas.

Foto: Reprodução / X
VINTE ANOS SEM TELÊ
Ao citar Telê Santana, cabe lembrar que o próximo 21 de abril vai marcar o vigésimo ano da morte dele.
Logo recapitulo um pouco da história dele no áudio gravado e localizado no link na plataforma https://blogdoari.futebolinterior.com.br/ .





































































































































