Corinthians aciona Ponte Preta e mais dez clubes na CNRD; entenda
O Corinthians acionou a CNRD para cobrar dívidas de 11 clubes, incluindo a Ponte Preta, que vive grave crise financeira e risco de novas punições.
Campinas, SP, 13 (AFI) – O Corinthians CNRD voltou ao centro das atenções no futebol brasileiro após o clube paulista acionar oficialmente a Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão ligado à CBF, para cobrar dívidas de equipes que possuem pendências financeiras. Entre os 11 clubes citados na ação está a Ponte Preta, que vive um dos momentos mais delicados de sua história recente.
A iniciativa do Corinthians tem como objetivo recuperar valores relacionados a negociações de atletas realizadas nos últimos anos. Além da Ponte Preta, também foram acionados Cruzeiro, Atlético-MG, Internacional, Grêmio, Coritiba, Vasco, Botafogo, Santa Cruz, Sport e Bahia.
A informação foi apurada pela Central do Timão, que detalhou a movimentação jurídica do clube alvinegro paulista na tentativa de reequilibrar suas finanças.
RELAÇÃO COM A PONTE PRETA
O caso envolvendo a Ponte Preta ganha contornos ainda mais preocupantes diante do cenário financeiro atual do clube campineiro. A Macaca já enfrenta uma série de problemas administrativos, incluindo atrasos salariais e punições esportivas recentes.
A cobrança do Corinthians surge em um momento de extrema fragilidade, ampliando a pressão sobre a diretoria pontepretana. A dívida cobrada está ligada a negociações de jogadores realizadas anteriormente, prática comum no futebol brasileiro, mas que frequentemente gera disputas judiciais quando há inadimplência.
CRISE FINANCEIRA SE AGRAVA
A situação da Ponte Preta vai além da cobrança feita pelo Corinthians. O clube também enfrenta problemas na FIFA, envolvendo o zagueiro Luis Haquin, ex-jogador da equipe.
Em janeiro, a Ponte foi condenada a pagar R$ 227.777,75 ao atleta, valor referente a pendências da passagem do jogador pelo clube em 2024. Um acordo foi firmado para pagamento em duas parcelas, mas apenas a primeira foi quitada.
A segunda parcela venceu recentemente e não foi paga, mesmo após um pedido de prorrogação feito pelo departamento jurídico da Ponte. Com o descumprimento, o caso foi novamente levado à FIFA.
O advogado do jogador, João Henrique Chiminazzo, confirmou que solicitará a aplicação de punições:
“Já comunicamos à FIFA o descumprimento. Vamos cobrar o valor com multa e pedir o transfer ban imediato”, afirmou.
RISCO DE NOVO TRANSFER BAN
Caso a dívida não seja quitada, a Ponte Preta pode sofrer um novo transfer ban, ficando impedida de registrar jogadores nas próximas janelas de transferência.
A punição pode ter impacto direto no planejamento do clube para a sequência da temporada, especialmente considerando que a próxima janela abre apenas em 20 de julho.
Esse não seria um caso isolado. Recentemente, a Ponte já enfrentou sanções tanto na CNRD quanto na FIFA, somando aproximadamente R$ 2,2 milhões em dívidas — sendo R$ 1,65 milhão em processos nacionais e cerca de R$ 592 mil em pendências internacionais.
IMPACTO ESPORTIVO
Os problemas financeiros já refletiram dentro de campo. No Campeonato Paulista, a Ponte Preta sofreu com limitações para registrar jogadores, o que comprometeu o desempenho da equipe e contribuiu diretamente para o rebaixamento.
Além disso, há relatos de atrasos salariais recorrentes desde 2025. Segundo apurações, alguns atletas receberam apenas três salários desde junho do ano passado, enquanto funcionários administrativos enfrentam até um ano de pendências.
CORINTHIANS TAMBÉM JÁ FOI ACIONADO
Apesar da postura atual de credor, o Corinthians também já esteve do outro lado da situação. Em 2025, o clube foi acionado na própria CNRD e chegou a sofrer punições por conta de uma dívida envolvendo a contratação do volante Raniele junto ao Cuiabá.
O movimento atual, portanto, faz parte de uma estratégia mais ampla de reorganização financeira e recuperação de receitas.





































































































































