Deu pra conferir claramente a inexperiência do treinador Rodrigo Santana. Errou na escalação e também no posicionamento da Ponte Preta
Erros de avaliação de Rodrigo Santana ficaram claros na derrota da Ponte Preta para o Vila Nova-GO pela quarta rodada da Série B.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 11 (AFI) – Que chance a Ponte Preta desperdiçou para ao menos sair com empate diante do Vila Nova, na noite deste sábado, em Campinas.
Perdeu por 1 a 0 e enrola-se ainda mais na zona de rebaixamento desta Série B do Brasileiro.
Nada deu certo para que o objetivo de atingir o empate fosse alcançado.
Então vamos direto ao ponto, antes daquele enredo habitual sobre a partida.
Como pode o time contabilizar quatro chances reais de gols e todas desperdiçadas?

POTTKER DESPERDIÇA
O centroavante Pottker perdeu três delas durante o primeiro tempo.
Ao receber passe açucarado de Bryan Borges, ficou sozinho, na cara do gol, e conseguiu o impossível: penou a bola. Depois, ganhou na corrida do marcador e, ao finalizar, praticamente recuou a bola ao goleiro Heitor Leite.
Por fim, após cruzamento do meia Élvis, ficou isolado, mas errou a cabeçada.
E no segundo tempo, Bryan Borges chutou a bola em cima do goleiro, em vez de apenas finalizar fora do alcance dele.
Como perguntar não ofende, essa boleirada procura atingir o aspecto refinado em treinos de finalizações?

ERROS DO TREINADOR EM ESCALAÇÃO
O treinador Rodrigo Santana, da Ponte Preta, se deixa influenciar pelos nomes de jogadores, e não o momento em que atravessam para merecimento da camisa titular.
Foi citado aqui ‘centas’ vezes que a Ponte Preta já entra em campo com dez jogadores, considerando-se a falta de mobilidade do meia Élvis, para depois substitui-lo no transcorrer da partida.
Quando o centroavante Pottker convenceu para merecer ser escalado?
Embora o garoto Miguel tenha desperdiçado uma chance, não seria o caso de merecer ocupar o lugar de Pottker?
Se o lateral-esquerdo Porfírio estava correspondendo na marcação, por que a volta de Kevyson à posição?
FALTOU CAUTELA NA MARCAÇÃO
Ora, se o time ganha em ofensividade com Kevyson, cabia ao treinador Rodrigo Santana ter a devida informação que o atacante de beirada Ryan, do Vila Nova, é o diferenciado no setor e, assim, requer uma dobra de marcação pelo setor.
E ninguém pra chamar atenção de Kevyson que Ryan não poderia receber a bola livre de marcação.
Pois isso aconteceu aos 37 minutos do primeiro tempo, quando desvencilhou com facilidade do lateral pontepretano, driblou mais um marcador, e o seu chute de canhota, no canto direito, era defensável, mas o goleiro Diogo Silva falhou.
Vejam que antes deste lance, Ryan havia repetido a jogada duas vezes. Numa delas exigiu defesa do goleiro pontepretano e na outra a bola encobriu o travessão.
Diante do exposto, não seria o caso de ter adotado ‘dobra’ de marcação no setor?
Cadê a visão do treinador para colocar isso em prática?
Esse foi o típico jogo que deu pra conferir claramente a inexperiência do treinador Rodrigo Santana.
Diante do exposto, seria o caso de avaliar a continuidade dele no comando do elenco pontepretano?
DIFERENÇAS EM CADA TEMPO
Foi um jogo com caras distintas em cada período.
Se durante o primeiro tempo o Vila Nova chegou a ter o controle do jogo e chegou ao gol, depois disso a sua estratégia foi administrar a vantagem e se resguardar.
Assim, durante o segundo tempo a Ponte Preta passou a ficar com a bola, mas encontrou dificuldade de penetração sobre o sistema de marcação do adversário.
E quando conseguiu o gol, aos 47 minutos, a arbitragem o invalidou.
Após cruzamento do atacante Diego Tavares da direita, a bola tocou no braço do companheiro dele Luís Philipe, caído dentro da área, antes de chegar no lateral-esquerdo Kevyson, para a conclusão final.





































































































































