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ARIOVALDO IZAC

Erros de Rodrigo Santana ficaram claros na Ponte Preta

Deu pra conferir claramente a inexperiência do treinador Rodrigo Santana. Errou na escalação e também no posicionamento da Ponte Preta

Erros de avaliação de Rodrigo Santana ficaram claros na derrota da Ponte Preta para o Vila Nova-GO pela quarta rodada da Série B.

Série B - Brasileirão - 2026
Ponte Preta sofreu 11ª derrota no ano. Foto: Marcos Ribolli - AAPP

Por ARIOVALDO IZAC

Campinas, SP, 11 (AFI) – Que chance a Ponte Preta desperdiçou para ao menos sair com empate diante do Vila Nova, na noite deste sábado, em Campinas.

Perdeu por 1 a 0 e enrola-se ainda mais na zona de rebaixamento desta Série B do Brasileiro.

Nada deu certo para que o objetivo de atingir o empate fosse alcançado.

Então vamos direto ao ponto, antes daquele enredo habitual sobre a partida.

Como pode o time contabilizar quatro chances reais de gols e todas desperdiçadas?

Série B- Brasileirão - 2026
Defensor do Vila Nova levanta a bola com o braço esquerdo, mas VAR não viu. Foto: Marcos Ribolli – AAPP

POTTKER DESPERDIÇA

O centroavante Pottker perdeu três delas durante o primeiro tempo.

Ao receber passe açucarado de Bryan Borges, ficou sozinho, na cara do gol, e conseguiu o impossível: penou a bola. Depois, ganhou na corrida do marcador e, ao finalizar, praticamente recuou a bola ao goleiro Heitor Leite.

Por fim, após cruzamento do meia Élvis, ficou isolado, mas errou a cabeçada.

E no segundo tempo, Bryan Borges chutou a bola em cima do goleiro, em vez de apenas finalizar fora do alcance dele.

Como perguntar não ofende, essa boleirada procura atingir o aspecto refinado em treinos de finalizações?

Série B - Brasileirão - 2026
Ponte Preta reclama de pênalti aos 53 minutos. VAR ‘não viu’. Foto: Marcos Ribolli – AAPP

ERROS DO TREINADOR EM ESCALAÇÃO

O treinador Rodrigo Santana, da Ponte Preta, se deixa influenciar pelos nomes de jogadores, e não o momento em que atravessam para merecimento da camisa titular.

Foi citado aqui ‘centas’ vezes que a Ponte Preta já entra em campo com dez jogadores, considerando-se a falta de mobilidade do meia Élvis, para depois substitui-lo no transcorrer da partida.

Quando o centroavante Pottker convenceu para merecer ser escalado?

Embora o garoto Miguel tenha desperdiçado uma chance, não seria o caso de merecer ocupar o lugar de Pottker?

Se o lateral-esquerdo Porfírio estava correspondendo na marcação, por que a volta de Kevyson à posição?

FALTOU CAUTELA NA MARCAÇÃO

Ora, se o time ganha em ofensividade com Kevyson, cabia ao treinador Rodrigo Santana ter a devida informação que o atacante de beirada Ryan, do Vila Nova, é o diferenciado no setor e, assim, requer uma dobra de marcação pelo setor.

E ninguém pra chamar atenção de Kevyson que Ryan não poderia receber a bola livre de marcação.

Pois isso aconteceu aos 37 minutos do primeiro tempo, quando desvencilhou com facilidade do lateral pontepretano, driblou mais um marcador, e o seu chute de canhota, no canto direito, era defensável, mas o goleiro Diogo Silva falhou.

Vejam que antes deste lance, Ryan havia repetido a jogada duas vezes. Numa delas exigiu defesa do goleiro pontepretano e na outra a bola encobriu o travessão.

Diante do exposto, não seria o caso de ter adotado ‘dobra’ de marcação no setor?

Cadê a visão do treinador para colocar isso em prática?

Esse foi o típico jogo que deu pra conferir claramente a inexperiência do treinador Rodrigo Santana.

Diante do exposto, seria o caso de avaliar a continuidade dele no comando do elenco pontepretano?

DIFERENÇAS EM CADA TEMPO

Foi um jogo com caras distintas em cada período.

Se durante o primeiro tempo o Vila Nova chegou a ter o controle do jogo e chegou ao gol, depois disso a sua estratégia foi administrar a vantagem e se resguardar.

Assim, durante o segundo tempo a Ponte Preta passou a ficar com a bola, mas encontrou dificuldade de penetração sobre o sistema de marcação do adversário.

E quando conseguiu o gol, aos 47 minutos, a arbitragem o invalidou.

Após cruzamento do atacante Diego Tavares da direita, a bola tocou no braço do companheiro dele Luís Philipe, caído dentro da área, antes de chegar no lateral-esquerdo Kevyson, para a conclusão final.