A crise financeira da Ponte Preta já extrapolou os limites toleráveis. O 'novato' presidente - Torrano - deveria ter uma solução antes de assumir o cargo.
Que soberba do presidente Luiz Antônio Alves Torrano e de seu vice Marco Eberlin, quando se habilitaram assumir o mandato executivo
Campinas, SP, 8 (AFI) – Ponte Preta inda no centro das atenções. Estava preparando uma pauta sobre avaliação do desempenho dos clubes da Série B do Brasileiro, dos jogos que assisti nessas três rodadas, mas o assunto salários atrasados do elenco pontepretano continua dominante.
No diálogo do Sindicato dos Atletas Profissionais de São Paulo com homens do primeiro escalão da Ponte Preta, havia sinalização para a quitação de um mês dos atrasados nesta quarta-feira.
Aí, consulto o diretor do portal Futebol Interior, Élcio Paiola, e a informação foi de que tudo continua como Dantes, no Quartel de Abrantes.
Que coisa, hein gente!
Que soberba do presidente Luiz Antônio Alves Torrano e de seu vice Marco Eberlin, quando se habilitaram assumir o mandato executivo sem condições de contornar o citado problema.
Eles sabiam perfeitamente que seriam incapazes de contornar a situação e se aventuraram.
CONSELHO DELIBERATIVO
Então, alô conselheiros da Ponte Preta: como os senhores têm a atribuição de defender o interesse do clube, aproveitem a reunião do órgão, programada à próxima segunda-feira, para cobrança de renúncia do presidente e vice.
Ambos sabiam da real situação financeira do clube, não tinham estratégia para contorná-la e prevaleceu a vaidade.
Aventuraram-se ao mandato e tudo continua nesta enrolação.
Se tivessem humildade e respeito ao torcedor, já teriam aberto discussão sobre o assunto, e conclamariam quem tivesse a devida habilitação para encarar o desafio.
Aparecendo o interessado, eles poderiam ‘jogar a toalha’.
REDUÇÃO DE CUSTO?
Torrano havia prometido reduzir custos de pessoal, mas onde poderia ter mexido, não mexeu.
Só João Brigatti já seria suficiente na coordenação do Departamento de Futebol.
Então, pra que Ricardo Koyama como adjunto?
A maioria nem sabia que havia um executivo de futebol que teria ajudado na montagem do elenco do ano passado, caso de Matheus Pinheiros, que resolveu se desligar dias atrás.
Nesta reunião do Conselho Deliberativo de segunda-feira, os membros deveriam questionar salários absurdos a atletas na gestão Eberlin.
MUITA COISA PASSOU BATIDO
O lateral-direito Maguinho ganhava R$ 115 mil por mês.
Aí vem a pergunta: qual era o salário do atacante Bruno Lopes?
O atleta optou pela rescisão de contrato unilateralmente com a Ponte Preta e cobra R$ 2 milhões através da Justiça – entre salários atrasados desde junho do ano passado, 13º salário, FGTS e outras pendências.
Então, qual era o salário dele?
Cá pra nós: Bruno Lopes não tem bola para Eberlin concordar com salário fora da realidade.
A rigor, pelo que mostrou no clube North (MG), sequer deveria ter sido reintegrado ao elenco pontepretano.
Como o ex-treinador Marcelo Fernandes ‘segurou o samba’ e a Ponte Preta garantiu acesso para a Série B do Brasileiro, muita coisa passou batida no clube.





































































































































