Roger Machado, do São Paulo, pode até se transformar no treinador de presença mais curta no comando do clube.
Se Roger Machado não resolver o problema, no entanto, acho que não haverá quem o segure no cargo após esta parada pela data Fifa.
Por SÉRGIO CARVALHO
São Paulo, SP, 23 (AFI) – O técnico Roger Machado, do São Paulo, que já não foi muito bem recebido pela torcida tricolor, pode se transformar no treinador de presença mais curta no comando do clube. Logo que assumiu, ele até conseguiu duas boas vitórias (contra Grêmio e Chapecoense), que fizeram ele ganhar alguns aplausos da torcida.
Mas logo depois, perdeu dois jogos seguidos (para Atlético-MG e Palmeiras) e a pressão de torcedores e imprensa esportiva voltaram a incomodá-lo. Para sua sorte, chegou a Data FIFA, e ele terá, no mínimo, uma semana inteira para melhorar a produção de seu time.
Se não resolver o problema, no entanto, acho que não haverá quem o segure no cargo. Sempre considerei o treinador gaúcho um profissional de nÍvel mediano. Como jogador, ao contrário, foi um craque da posição (lateral esquerdo).
FALTA TÍTULO IMPORTANTE
Mas desde que resolveu dirigir clubes de futebol, ele não foi muito feliz. Ganhou seis títulos de menor importância, mas nunca levantou taças importantes como a do Brasileirão, Copa Libertadores ou de um Mundial Inter-clubes.
Quando Hernán Crespo foi “morrendo pela boca” dando entrevistas que criticavam o clube e a diretoria do clube, eu já percebia que o técnico argentino não iria durar muito tempo no cargo.
Quando foi demitido, o São Paulo deveria ter procurado um treinador mais qualificado, mas optou por Roger Machado, que foi indicado pelo atual gerente de futebol do clube.
Um erro estratégico inaceitável, que pode prejudicar duramente o comando técnico do futebol tricolor.
O QUE ACONTECEU COM O MIRASSOL?
Nos últimos anos, os torcedores do Mirassol, da cidade de mesmo nome, só tinham motivos para elogiar e aplaudir seu time. Neste início de ano, no entanto, o clube que foi sensação do último Brasileirão, virou pó.
Tanto que, nesse momento, é um dos quatro últimos colocados na classificação deste campeonato. O competente treinador Rafael Guanaes até se esforça para manter o time dentro do nível do ano passado, mas, por mais que se esforce, não tem conseguido.
E o motivo é de fácil identificação: a diretoria do clube vendeu boa parte dos jogadores que faziam do Mirassol um time de respeito. Sem eles, a queda de produção foi brusca e as últimas contratações chegaram com fama, mas não resolveram.
MIRASSOL PRECISA DE PRIORIDADES
Diante desse quadro, acho que o Mirassol vai precisar priorizar seus objetivos. O primeiro deles, será não voltar a Série B do Brasileiro. E, segundo, deve procurar mais alguns reforços da mesma qualidade daqueles que saíram, ou, tanto no Campeonato Brasileiro como na Libertadores, o Mirassol tende a só dar vexames.
Que a diretoria se mexa logo e resolva de vez esse problema. Caso contrário, e não demora muito, a imprensa esportiva brasileira já vai passar a chamar o Mirassol de “cavalo paraguaio”. Aquele que arranca com qualidade, mas vai morrendo pelo caminho bem antes da corrida terminar…





































































































































