Técnico da Ponte Preta vê lições em eliminação e critica arbitragem
Segundo o treinador, o confronto equilibrado serve como parâmetro para a disputa da Série B
Rodrigo Santana destacou que o duelo foi parelho e que o desempenho da Ponte Preta pode ser aproveitado como base
Campinas, SP, 19 (AFI) – A eliminação da Ponte Preta na quarta fase da Copa do Brasil ainda repercute nos bastidores do clube. Após a derrota por 1 a 0 para o Atlético-GO, em Goiânia, o técnico Rodrigo Santana avaliou o desempenho da equipe, apontou aprendizados e fez duras críticas à arbitragem da partida.
Segundo o treinador, o confronto equilibrado serve como parâmetro para a disputa da Série B do Campeonato Brasileiro, principal objetivo da equipe na temporada.
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LIÇÃO PARA A SÉRIE B
Rodrigo Santana destacou que o duelo foi parelho e que o desempenho da Ponte Preta pode ser aproveitado como base para evolução ao longo da competição nacional.
“Jogo muito igual, talvez com um volume maior para eles até a pausa do primeiro tempo. O segundo tempo a gente iniciou bem, teve chance, mas o jogo ficou franco, e o rapaz acabou acertando um chute que dificilmente acerta novamente. A gente tentou, teve algumas possibilidades, mas não conseguiu. O time se comportou bem taticamente, foi no limite físico e serve de lição para a Série B”.
O treinador ainda reforçou a necessidade de ajustes, principalmente na posse de bola e na construção das jogadas. “Precisamos evoluir, claro, ter mais a posse. Vamos estudar bem para melhorar nos próximos jogos”.
ARBITRAGEM SUSPEITA?
Expulso após o apito final, Rodrigo Santana também criticou a atuação do árbitro Marcelo de Lima Henrique, apontando inconsistências nos critérios adotados durante o jogo.
“Desde o primeiro tempo, quando a gente tinha transições, a arbitragem ia minando o jogo. No segundo tempo começou a fatiar, inverter algumas situações, deixou a gente quase dois minutos com um jogador a menos”.
O técnico ainda questionou o tempo de acréscimos e relatou dificuldade de diálogo após o término da partida.
“Fui conversar para saber o critério dos acréscimos, sendo que ele deu cinco no primeiro tempo sem quase nenhuma parada, e depois seis no segundo, com dez substituições, além das paradas. Mas é difícil falar com a arbitragem depois do jogo, principalmente na derrota. Eles te ironizam, te tiram do sério. Fiquei chateado, nervoso, ele passou a ser muito irônico, e eu acabei xingando. Foi uma arbitragem infeliz”.
PÁGINA VIRADA
Com a eliminação, a Ponte Preta passa a ter apenas a Série B do Campeonato Brasileiro no calendário até o fim da temporada. O treinador destacou a importância de virar a chave rapidamente.
“O adversário deu um termômetro real para a Série B. Vamos virar a chave e só focar na Série B. A gente sabe que financeiramente seria bom para o clube passar de fase, mas dividir atenção entre duas competições para um elenco em formação é difícil”.
PRÓXIMO DESAFIO
A queda também trouxe impacto financeiro ao clube. A Ponte deixou de faturar cerca de R$ 2 milhões, valor pago pela vaga na quinta fase. Ainda assim, acumulou R$ 3,21 milhões pela participação na competição.
Agora, a equipe campineira volta suas atenções para a estreia na Série B, que acontece no domingo, fora de casa, contra o Athletic-MG. O desafio será transformar as lições da eliminação em evolução dentro de campo ao longo da temporada.
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