Corinthians não declara R$ 150 milhões em receitas no RCE, diz perícia
O Corinthians deixou de declarar aproximadamente R$ 150 milhões em suas receitas nos documentos enviados ao Regime Centralizado de Execuções (RCE)
O clube diz não ter sido "formalmente intimado sobre a manifestação.
São Paulo, SP, 18 – O Corinthians deixou de declarar aproximadamente R$ 150 milhões em suas receitas nos documentos enviados ao Regime Centralizado de Execuções (RCE). A ausência dos valores foi identificada pela perícia designada para tratar do assunto, conforme informado pela ESPN e confirmado pelo Estadão. O documento com a análise dos números foi anexado aos autos do processo no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP).
O clube diz não ter sido “formalmente intimado sobre a manifestação. Também afirma que o caso trata-se de “um valor gerencial de caixa que será conciliado à contabilidade, conjuntamente ao administrador judicial”.
O RCE é um mecanismo jurídico adotado pelo Corinthians para organizar e parcelar cerca de R$ 200 milhões em dívidas cíveis e trabalhistas, concentrando processos em uma única vara judicial. Ele evita bloqueios de contas bancárias, permitindo pagar credores de forma ordenada com receitas do clube, visando reestruturação financeira.
De acordo com a análise da perícia, realizada pela Laspro Consultores, o Corinthians declarou um total de R$ 64.202.368,75 ao RCE nas receitas referentes a fevereiro de 2026. Em contrapartida, a análise indicou que o clube arrecadou de R$ 213.414.738,29 no período analisado. A diferença nos números é de R$ 149.212.369,37.
Ainda de acordo com o perito, a variação ocorreu porque o Corinthians deixou de levar em consideração os valores referentes a “operações financeiras” (R$ 76.878.105,68), “transferência” (R$ 65.508.053,90) e “negociação de atleta” (R$ 6.826.209,79).
O perito pediu à Justiça que o clube seja intimado para explicar a diferença nos valores e determinou o que o clube disponibilize os recursos decorrentes de operações de venda de jogadores para a realização de leilão reverso, observando-se que se ausência do valor não for comprovada, o clube terá de completar o valor que deveria ter sido pago em fevereiro de 2026 no período seguinte.
Bruno Accorsi e Rodrigo Sampaio





































































































































