Reforços milionários se firmam com título do Palmeiras

Com brilho de investimentos milionários, Palmeiras de Abel Ferreira fatura o Estadual e projeta 2026

Vitor Roque, Carlos Miguel e Andreas Pereira se consolidam com título do Paulistão 2026 pelo Palmeiras. Veja como Abel Ferreira montou o time campeão.

Foto: @jotaarnaldophoto
Foto: @jotaarnaldophoto

São Paulo, SP, 08 – Os investimentos feitos pelo Palmeiras nas últimas janelas de transferências estão começando a dar retorno dentro de campo. Contratados por valores elevados, Vitor Roque, Carlos Miguel e Andreas Pereira se firmaram como titulares absolutos no time comandado por Abel Ferreira e conquistaram o título do Paulistão 2026, o primeiro do trio pelo clube.

TÍTULO ESTADUAL

A consolidação dessa base com um troféu dá indícios de um futuro próspero para o torcedor, que ainda quer ver como a comissão técnica irá trabalhar para encaixar o colombiano Jhon Arias, a contratação mais cara da história do clube, entre os titulares. Neste domingo, ele foi escalado pela primeira vez desde o início da partida.

Depois de vencer o confronto de ida por 1 a 0, gol de Flaco López, na Arena Barueri, o Palmeiras derrotou o Novorizontino por 2 a 1, neste domingo, no Estádio Doutor Jorge Ismael de Biasi, e ficou com o título Estadual.

REFORÇOS AFIRMADOS

A consolidação de Vitor Roque talvez seja o exemplo mais evidente de como os investimentos do Palmeiras deram frutos. Contratado por cerca de 25,5 milhões de euros (aproximadamente R$ 154 milhões) junto ao Barcelona, o atacante rapidamente assumiu o papel de referência ofensiva do time. Apesar do início irregular, ele começou a se destacar após Abel Ferreira escalá-lo ao lado do argentino Flaco López – que também vive grande fase – e soma 25 gols e 5 assistências em 69 partidas com a camisa alviverde.

Outro reforço que se estabeleceu de maneira clara foi o goleiro Carlos Miguel. Comprado do Nottingham Forest por cerca de 4 milhões de euros (R$ 25,3 milhões), o arqueiro de 2,04 metros assumiu a titularidade após a lesão do experiente Weverton e manteve o posto com atuações seguras e presença física marcante na área. A escolha da comissão técnica pelo jogador inclusive fez Weverton, com status de ídolo, buscar outro clube e assinar com o Grêmio para manter-se como titular.

No meio-campo, Andreas Pereira também justificou o investimento. O Palmeiras desembolsou cerca de 10 milhões de euros (R$ 63 milhões) para tirá-lo do Fulham, da Inglaterra, no ano passado. Em 2026, o jogador se consolidou como o “motorzinho” do time e principal articulador da equipe de Abel, atuando com liberdade para iniciar jogadas, acelerar transições e chegar ao ataque. Com boa capacidade de finalização e visão de jogo, tornou-se um dos pilares da equipe.

ESTRUTURA REFORMULADA

Em 2025, Abel conviveu com uma formation bastante instável, especialmente do meio para frente. A lesão de Lucas Evangelista bagunçou a estrutura do setor e obrigou o treinador a testar diferentes alternativas ao longo da temporada, muitas vezes sem conseguir repetir a mesma formação por muitos jogos seguidos.

Naquele cenário, o Palmeiras chegou a atuar com uma configuração ofensiva que contava com Aníbal Moreno, Andreas Pereira e duas vagas abertas entre os meias mais avançados, além da dupla de ataque formada por Vitor Roque e Flaco López.

A indefinição levou Abel a promover uma rotatividade no setor de criação. Entre os nomes testados estavam Raphael Veiga, Maurício, Felipe Anderson, Santiago Sosa, Facundo Torres e Allan. Cada um deles chegou a receber oportunidades em diferentes momentos, mas o treinador terminou o ano ainda em busca de uma combinação ideal.

ESTABILIDADE TÁTICA

O panorama mudou em 2026. A contratação de Marlon Freitas para a vaga de primeiro volante deu mais sustentação ao setor, permitindo que Andreas Pereira atuasse com maior liberdade na construção das jogadas. À frente deles, Maurício e Allan passaram a ocupar espaços entre linhas, formando uma linha de apoio ao ataque.

Com esse desenho, o Palmeiras ganhou maior estabilidade. A dupla ofensiva formada por Vitor Roque e Flaco López passou a receber mais bolas em condições de finalização, enquanto o meio-campo ganhou maior capacidade de circulação e pressão na perda da posse. Diferentemente da temporada anterior, Abel manteve praticamente a mesma base ao longo dos jogos do Paulistão e nas primeiras rodadas do Brasileiro, alterando o time apenas por questões físicas ou de lesão – Vitor Roque, por exemplo, não jogou o primeiro jogo da final porque estava machucado.

DESAFIO ARIAS

É nesse contexto, de maior estabilidade, que surge o principal dilema atual de Abel: encaixar Arias no time. Ex-jogador do Fluminense, o atacante de 28 anos foi contratado pelo time alviverde junto ao Wolverhampton, da Inglaterra, por cerca de 25 milhões de euros (aproximadamente R$ 154,8 milhões).

Arias atua prioritariamente pela beirada do campo e tem a concorrência no Palmeiras de Allan, Felipe Anderson e Sosa. Ele foi contratado justamente para encerrar a rotatividade no setor durante o ano de 2025. Além de qualificar o elenco, a contratação do colombiano foi uma maneira de o Palmeiras se precaver de uma possível saída de Allan para o futebol europeu no meio do ano.

DUELO FINAL

No duelo derradeiro com o Novorizontino, Abel Ferreira optou por alçar Arias à titularidade e colocar o jovem Allan no banco. O gramado encharcado atrapalhou o desenvolvimento das jogadas e não permitiu aferir com precisão o desempenho dos atletas.

Nesta lista de opções para o técnico português ainda falta o atacante Paulinho, que está em fase final de recuperação física. Diante da pouca utilização em 2025, o jogador é visto como um reforço para o setor ofensivo.