Ex-dirigente e grupo são condenados por fraude no Internacional

Entre os sentenciados estão o ex-vice-presidente jurídico do Inter, Marcelo Freitas e Castro, advogados, um operador financeiro, um intermediário externo e o ex-atacante Christian

Sentença foi emitida nesta quinta-feira pela 2ª Vara Estadual de Porto Alegre, após denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul

Jogadores do Internacional reunidos (Foto: Ricardo Duarte-SCI)
Jogadores do Internacional reunidos (Foto: Ricardo Duarte-SCI)

Porto Alegre, RS, 06 (AFI) – A Justiça condenou sete envolvidos em um esquema de fraude e lavagem de dinheiro que causou prejuízo superior a R$ 260 mil ao Internacional. A sentença foi emitida nesta quinta-feira pela 2ª Vara Estadual de Porto Alegre, após denúncia do Ministério Público do Rio Grande do Sul.

Entre os sentenciados estão o ex-vice-presidente jurídico do Inter, Marcelo Freitas e Castro, advogados, um operador financeiro, um intermediário externo e o ex-atacante Christian, que vestiu a camisa colorada em duas passagens. Todos podem recorrer da decisão.

DETALHES

Freitas e Castro já havia sido condenado em outros processos relacionados ao Caso Piffero, que apurou desvios no clube entre 2015 e 2016.

De acordo com o Ministério Público, o então vice jurídico teria usado o cargo para inserir cláusulas irregulares em acordos trabalhistas e contratos de serviços, levando o Inter ao erro e permitindo o desvio de valores para si e terceiros. O processo detalha fraudes em negociações com atletas e na contratação de serviços jurídicos externos.

Em uma das situações, a inclusão de cláusula indevida em acordo trabalhista gerou desvio de R$ 138 mil. Em outro caso, um acerto com ex-jogador resultou em prejuízo de R$ 70 mil. Também foram apontadas irregularidades em contrato de serviços advocatícios, com dano de R$ 52 mil ao clube gaúcho.

SAIBA MAIS

Após os desvios, segundo a decisão, o dinheiro era repassado para empresas e contas de terceiros, caracterizando lavagem de dinheiro. O processo ainda apontou tentativa de atrapalhar a investigação, inclusive com orientação de depoimentos e produção de documento falso para confundir as autoridades.

A sentença acolheu o pedido do Ministério Público para que os condenados restituam ao Internacional o valor total de R$ 260 mil, com juros e correção monetária.