Dupla brasileira protagoniza polêmica de arbitragem na Libertadores

O árbitro de campo foi Ramon Abatti Abel, enquanto o VAR ficou sob responsabilidade de Daiane Muniz

A atuação da arbitragem brasileira na partida entre Carabobo e Sporting Cristal, pela Libertadores, gerou forte repercussão nas redes sociais

ARBITRAGEM BRASILEIRA POLEMICA LIBERTADORES
Ramon Abatti Abel mais uma vez foi alvo de polêmica - Foto: César Greco / Palmeiras

Campinas, SP, 05 – A atuação da equipe de arbitragem brasileira na partida entre Carabobo e Sporting Cristal, pela fase preliminar da Libertadores, gerou forte repercussão nas redes sociais. O confronto terminou com vitória peruana por 1 a 0, mas o principal assunto após o apito final foi a anulação de um gol que poderia ter mudado o rumo do jogo.

O árbitro de campo foi Ramon Abatti Abel, enquanto o VAR ficou sob responsabilidade de Daiane Muniz. A decisão de invalidar o lance motivou críticas do analista de arbitragem Paulo Caravina, responsável pelo perfil @soudoapito.

“A arbitragem brasileira é piada internacional. Por que esse gol do Sporting Cristal foi anulado e o pênalti para o São Paulo não foi marcado?”, disparou.

NOVIDADE! Futebol Interior agora está nos Canais do WhatsApp. Participe agora!

POLÊMICA NA LIBERTADORES

Segundo ele, houve inconsistência na aplicação da regra de mão na bola. Caravina questionou o fato de o gol do Sporting Cristal ter sido anulado por toque no braço na origem da jogada. Para o analista, tratou-se de um desvio involuntário, ocorrido a curta distância e sem tempo de reação do atleta.

“Olha o lance. A bola bate na mão do atacante ali. A bola acaba ficando com ele. O Sporting Cristal trabalha a bola e o brasileiro Felipe Vizeu faz o gol. Mas por que eu comparei esse lance com o do São Paulo? Porque no VAR desse jogo estava a Daiane Muniz”, afirmou.

Ele também ressaltou que, pela regra, apenas um toque acidental do autor direto do gol levaria automaticamente à invalidação da jogada – o que não teria sido o caso. Caravina ainda criticou a recomendação de revisão por parte do VAR:

“O Ramon Abatti não viu em campo e a Daiane Muniz, de forma totalmente equivocada, recomendou a revisão. Ela entendeu que essa mão foi intencional, acredite, ela entendeu que essa mão, totalmente inesperada, foi intencional. Que piada.”

COMPARAÇÃO COM PALMEIRAS X SÃO PAULO

A análise ganhou outro elemento ao ser comparada com um lance recente do clássico entre Palmeiras e São Paulo, válido pela semifinal do Campeonato Paulista, disputado na Arena Barueri.

Na ocasião, um toque no braço de Gustavo Gómez dentro da área gerou pedidos de pênalti para o São Paulo. O jogo em questão tinha Daiane Muniz como árbitra, e sua decisão foi de não marcar a penalidade.

Sobre o lance do zagueiro palmeirense, Caravina explicou que é fundamental diferenciar uma ação de bloqueio de uma disputa direta pela bola. Para ele, o braço do defensor estava compatível com o movimento corporal e, por isso, a decisão de não marcar pênalti foi correta naquele contexto.

SEM CRITÉRIO?

Ao relacionar os dois episódios, o analista apontou falta de uniformidade na interpretação. Em sua avaliação, lances semelhantes receberam tratamentos diferentes em curto espaço de tempo, o que amplia a insatisfação de torcedores.

Caravina também mencionou o chamado “protocolo Cintra-Bassols”, expressão usada para se referir a intervenções frequentes e controversas do VAR no futebol brasileiro, geralmente associadas a revisões que modificam decisões de campo.

“E é isso que dificulta para o torcedor. Nem a mesma árbitra consegue interpretar a mesma regra, manter o critério. Não livrando o Ramon Abatti, que reviu o lance ali e concordou que o gol tinha que ser anulado. O futebol sul-americano, infelizmente, foi apresentado ao ‘protocolo Cintra-Bassols’. Totalmente absurdo”, concluiu.

Confira também: