Serrano-RJ afasta jogador após mandado de prisão por suspeita de estupro no Rio de Janeiro

O caso teria ocorrido em 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos são considerados foragidos. O delegado Ângelo Lajes, responsável pelo inquérito, afirmou que o episódio foi uma “emboscada planejada”

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Foto: Serrano

Rio de Janeiro, RJ , 02 (AFI) – O Serrano FC-RJ anunciou o afastamento imediato do jogador João Gabriel Xavier Berthô após a expedição de mandado de prisão contra o atleta, investigado por suspeita de participação em um estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos.

O caso teria ocorrido em 31 de janeiro, em um apartamento em Copacabana, na Zona Sul do Rio de Janeiro.

SERRANO FC

O Serrano FC garantiu presença na Série A2 do Campeonato Carioca de 2026 após conquistar, na última temporada, o título da Série B1 Estadual.

A equipe de Petrópolis confirmou a taça ao empatar por 0 a 0 com o Bonsucesso, no estádio Leônidas da Silva, resultado suficiente graças à vitória por 2 a 1, de virada, no primeiro jogo da decisão. O título encerrou um jejum de 26 anos e também assegurou o acesso, ao lado do Bonsucesso, para a Série A2 do Carioca deste ano.

NOTA OFICIAL

Em nota oficial, o clube informou que suspendeu o contrato do jogador enquanto o caso estiver sob investigação. “Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto o desenrolar do caso e os desdobramentos da investigação”, diz o comunicado.
João Gabriel está entre cinco jovens indiciados pela 12ª DP (Copacabana) por estupro com concurso de pessoas.

FORAGIDOS

Segundo a Polícia Civil, os suspeitos são considerados foragidos. O delegado Ângelo Lajes, responsável pelo inquérito, afirmou que o episódio foi uma “emboscada planejada” e que, se condenados, os envolvidos podem enfrentar penas que se aproximam de 20 anos de prisão.

De acordo com a investigação, a adolescente teria sido convidada por um colega para ir ao apartamento e, no local, relatou ter sido vítima de violência sexual e agressões físicas. A conduta de um menor também investigado foi encaminhada à Vara da Infância e Juventude, e sua identidade não foi divulgada.

SEM MANIFESTAÇÃO

A defesa de João Gabriel nega as acusações. Até o momento, não houve manifestação pública dos advogados dos demais indiciados.

O caso veio a público após a conclusão do inquérito policial, no sábado (28), e segue sob responsabilidade da Justiça do Rio de Janeiro.