Rui Costa questiona não utilização do VAR em eliminação do São Paulo

O lance que revoltou o são-paulino foi um toque de mão de Gustavo Gómez dentro da área, após um cruzamento de Lucas

Rui Costa começou dizendo que o mesmo sentimento de tristeza com a derrota para o Palmeiras que sente o torcedor, sente também a diretoria

São Paulo
Foto: Reprodução

São Paulo, SP , 02 (AFI) – O clássico entre Palmeiras e São Paulo disputado neste domingo (1º) foi quente. O time alviverde levou a melhor por 2 a 1 na Arena Barueri e, logo após a partida e antes mesmo das considerações do técnico Hernán Crespo, o executivo de futebol tricolor, Rui Costa, se dirigiu aos jornalistas para questionar a decisão da árbitra Daiane Muniz pela não marcação de um eventual pênalti a favor da equipe visitante.

O lance que revoltou o são-paulino foi um toque de mão de Gustavo Gómez dentro da área, após um cruzamento de Lucas. Houve bastante reclamação, mas o jogo seguiu sem o uso da tecnologia para revisão.

TRISTEZA

Rui Costa começou dizendo que o mesmo sentimento de tristeza com a derrota para o Palmeiras que sente o torcedor, sente também a diretoria. Depois, enfatizou a importância do clássico na semifinal do Paulistão e, por fim, começou a falar sobre a arbitragem de Daiane Muniz.

“Não me lembro de ter vindo aqui reclamar de arbitragem. Não lembro, sinceramente, do São Paulo usar essa prática de reclamar recorrentemente da arbitragem. Aliás, tem outros clubes que fazer isso com bastante veemência. Mas hoje não poderíamos deixar de estar aqui representando primeiro o grupo e o vestiário, que está muito sofrido… mas também a dignidade do nosso torcedor”, elucidou o dirigente.

ELOGIOU

Costa disse que elogiou a juíza em outros momentos, como depois do jogo com o Red Bull Bragantino. Mas na Arena Barueri, reprovou o não uso da tecnologia para revisar lances que, para ele, poderiam ter mudado o placar final.

Logo após o elogio, citando que a árbitra ‘fez uma arbitragem de Premier League’ no compromisso com o rival de Bragança Paulista, Rui Costa começou suas críticas à toda equipe responsável pelo cumprimento das regras na Arena Barueri, especialmente aos profissionais do VAR.

“Acredito que hoje ela fez algo muito parecido com isso”, avaliou ele, destacando o ótimo desempenho nas quartas de final. “Porém, ela não está sozinha. O futebol evoluiu, a dinâmica de jogo evoluiu, e não é possível… não é possível que o VAR não tenha recomendado que ela tivesse, pelo menos, o privilégio de verificar 5 vezes, 10 vezes, 70 vezes… nas 70 vezes seria pênalti”, referindo-se ao lance do possível toque de mão de Gustavo Gómez dentro da área.

“Quando se encontram duas equipes muito fortes, num momento capital, numa decisão de jogo único, a decisão da arbitragem passa a ser absolutamente relevante. Por isso estamos aqui hoje, porque não podemos aceitar que um jogo que era tão importante para nós, que sabíamos que podíamos chegar à final, sabíamos que podíamos disputar esse título e conquistá-lo para nosso torcedor… a gente não pode fazer disso algo comum e normal”, concluiu.

ÁRBITRA SE JUSTIFICOU

Daiane se justificou em campo quando o capitão são-paulino Jonathan Calleri foi questioná-la sobre a não revisão. Para ela, o VAR não seria necessário, pois o que a árbitra viu em campo já teria sido suficiente para chegar à conclusão de não marcar a infração.