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ARIOVALDO IZAC

Guarani está de freio puxado com Matheus Costa

O mercado de técnico está carente de bons valores. Os bons nomes, via de regra, estão empregados. O Guarani precisa ter opções.

Se o Guarani está de freio puxado com Matheus Costa, por que não recontratar Marcelo Fernandes? Mercado está bem carente.

Matheus Costa durante treino (Foto: Raphael Silvestre-Guarani)
Matheus Costa durante treino (Foto: Raphael Silvestre-Guarani)

Por ARIOVALDO IZAC

Campinas, SP, 19 (AFI) – O amigo Renato Baldin, companheiro de futebol varzeano de Campinas, em décadas passadas, me questionou para que indicasse um treinador de melhor capacidade que Matheus Costa para assumir o Guarani.

De certo, esta é uma pergunta que parte significativa da coletividade bugrina faz por aí.

Faço uma reflexão e observo treinadores que se encaixariam bem no Guarani – na hipótese da não continuidade de Matheus Costa – e vejo que estão empregados.

Seriam os casos de Cláudio Tencati (Botafogo de Ribeirão Preto), Eduardo Baptista (Criciúma), Daniel Paulista (Goiás) e Thiago Carpini (Fortaleza).

Ora, diante do cenário, caberia aos cartolas do Guarani admitirem a besteiras que fizeram na precipitada demissão do treinador Marcelo Fernandes e o reconduzirem ao comando do futebol do clube.

CUSTO MENOR QUE DIEGO TORRES

Com certeza, o custo salarial com Marcelo Fernandes seria significativamente inferior aos R$ 130 mil de mês pagos ao meia Diego Torres.

Marcelo Fernandes deu mostras, na passagem pela Ponte Preta, que do limão com pouco caldo é possível fazer uma limonada.

A rigor, quando essa cartolada do Guarani ainda ventilava a possibilidade da contratação de Diego Torres, fui o único cronista de Campinas a citar que certamente haveria arrependimento.

Guarani - Diego Torres
Diego Torres. Fraca produção. (Foto: Raphael Silvestre – Guarani FC)

Por que tamanha confiança na posição?

Porque o Diego Torres que estavam imaginando não era o mesmo de 2022, no CRB, marcado como condutor de bola que infiltrava-se em defesas adversárias, além da visibilidade para passes que visavam o complemento de jogadas dos centroavantes.

Nas passagens dele pelo Novorizontino, Amazonas e Vila Nova nem de longe lembrou aquilo que havíamos visto no CRB.

RESTRITO À BOLA PARADA

A exemplo do Guarani, nos últimos quatro anos manteve apenas a aptidão para bater bola em cruzamentos, quer nos escanteios, quer nas cobranças de faltas.

Convenhamos: aquém das necessidades de um meia.

A única pessoa de Campinas que fez questão de comungar de minha opinião, e me telefonou pra dizer isso, foi o ex-presidente do Guarani Beto Zini.

E por que ele assim agiu?

Porque assiste o maior número possível de jogos e tinha verificado essa decadência de Torres.

Portanto, uma ‘carta marcada’ que não traria o retorno que supunham, e agora precisam ficar à espera de eventuais interessados, com tendência de esbarrar no salário.

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