Além de Bruno, Vasco-AC tem quatro jogadores presos por suspeita de estupro
Vasco-AC vive semana turbulenta com retorno do goleiro Bruno e prisão de quatro atletas suspeitos de estupro coletivo em Rio Branco.
Rio Branco, AC, 19 (AFI) – O Vasco-AC entra em campo nesta quinta-feira (19), contra o Velo Clube, pela primeira fase da Copa do Brasil, em meio a uma das maiores crises extracampo de sua história recente. Além do retorno do goleiro Bruno Fernandes, o clube tem quatro atletas presos preventivamente sob suspeita de estupro coletivo. Eles negam o crime.
BRUNO CONFIRMADO COMO TITULAR
Condenado a 22 anos de prisão pelo homicídio triplamente qualificado da modelo Eliza Samudio, o goleiro Bruno retornou ao Acre após cinco anos e foi confirmado como titular para o duelo na Arena da Floresta, em Rio Branco.
O jogador chegou ao estado no último domingo (15) e se apresentou na segunda-feira (16), no Campo da Fazendinha. Na quarta-feira (18), teve o nome publicado no Boletim Informativo Diário (BID) da CBF, ficando apto para atuar.
No início do mês, Bruno havia publicado nas redes sociais imagens celebrando o “retorno” ao Maracanã como torcedor do Flamengo. Dias depois, a Justiça do Rio de Janeiro determinou prazo para que ele regularizasse o livramento condicional junto ao Conselho Penitenciário. O goleiro compareceu à Justiça no dia 11 de fevereiro e cumpriu a exigência legal.
Bruno já defendeu o Rio Branco-AC em 2020, quando disputou o Campeonato Acreano e a Série D do Brasileiro. Ao todo, foram 18 jogos e um gol marcado. Sua passagem foi cercada de polêmicas, incluindo perda de patrocinador e uso de tornozeleira eletrônica durante parte do período.
QUATRO JOGADORES PRESOS
Paralelamente ao retorno de Bruno, quatro atletas do Vasco-AC foram presos sob suspeita de estupro coletivo. Erick Luiz Serpa Santos Oliveira está detido desde domingo (15). Já Matheus Silva, Brian Peixoto Henrique Iliziario e Alex Pires Júnior se apresentaram à polícia na terça-feira (17) e tiveram a prisão temporária mantida após audiência de custódia. Eles devem permanecer detidos por até 40 dias no Complexo Prisional de Rio Branco.
O caso foi registrado na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam). Segundo a Polícia Civil, as vítimas relataram que foram ao alojamento do clube para encontro consensual, mas afirmam que, posteriormente, teriam sido submetidas a abusos. O delegado Alcino Souza informou que as mulheres foram atendidas inicialmente na Maternidade Bárbara Heliodora antes de formalizarem a denúncia.
REPERCUSSÃO E NOTAS OFICIAIS
Em nota, o Vasco-AC afirmou que não compactua com qualquer forma de violência e que tomará medidas internas conforme o avanço das investigações.
As declarações do técnico Eric Rodrigues sobre o caso também geraram repercussão. Em entrevistas, ele criticou a condução das investigações e mencionou que não era a primeira vez que jogadores levavam mulheres ao alojamento — prática proibida pelo clube. As falas motivaram nota de repúdio da Secretaria de Estado da Mulher, que considerou inadequadas as declarações.
DEFESAS PREPARAM RECURSOS
Os advogados de defesa dos atletas informaram que irão ingressar com pedidos de habeas corpus para tentar reverter as prisões temporárias. Segundo os representantes legais, o objetivo é contestar a manutenção das detenções enquanto o processo segue em investigação.
JOGO SOB TENSÃO
Dentro de campo, o Vasco-AC tenta focar no confronto eliminatório contra o Velo Clube. Quem vencer no tempo normal avança; em caso de empate, a vaga será decidida nos pênaltis.
Fora das quatro linhas, entretanto, o clube enfrenta desgaste institucional significativo, com repercussão estadual e nacional. A partida desta quinta-feira ocorre sob clima de forte tensão, unindo questões esportivas e judiciais em um dos episódios mais delicados da história recente do futebol acreano.





































































































































