Trocas de técnicos movimentam as divisões do Paulistão

Clubes buscam reação rápida diante de maus resultados e seguem em ritmo acelerado de troca de comando

Dança das cadeiras nas divisões inferiores de São Paulo segue intensa e movimenta o futebol brasileiro

Marcelo Fernandes durante treino da Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli-PontePress
Marcelo Fernandes durante treino da Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli-PontePress

Campinas, SP, 17 (AFI) – O Paulistão já apresenta um cenário de tirar o fôlego para os treinadores. Enquanto a elite teve sua primeira troca de comando apenas após a primeira fase, as divisões de acesso seguem em ritmo acelerado de mudanças, com times buscando reação rápida diante de maus resultados.

Na elite estadual, a Ponte Preta foi quem puxou a fila: Marcelo Fernandes pediu demissão logo após o rebaixamento para a Série A2. O treinador, campeão da Série C do Brasileiro do ano passado, acabou não resistindo à pressão do transfer ban e do atraso salarial, fatores determinantes para sua saída. O substituto ainda não foi definido.

MAIS DETALHES

Na Série A2, a dança das cadeiras está intensa. Com dez rodadas, vários clubes já mudaram de treinador, alguns mais de uma vez. O Taubaté iniciou as trocas ainda na pré-temporada: Rogério Henrique saiu para a chegada de Dyego Coelho, que logo deu lugar a Fahel Júnior. O São Bento, lanterna com apenas um ponto, trocou Fabiano Carneiro por Alan Dotti e, pouco depois, Alan por Wilson Júnior. São José, Inter de Limeira, Grêmio Prudente, XV de Piracicaba e Votuporanguense também mexeram no comando.

No Taubaté, as mudanças ocorreram antes mesmo do início do campeonato. O São Bento, afundado na última colocação, tenta sair do sufoco com novos nomes à beira do gramado.

PRESSÃO E CARAS NOVAS

Paulistão A3 não ficou para trás, já com trocas mesmo antes da metade da competição. O Rio Branco mudou Tuca Guimarães por Marcelo Marelli, o União São João trouxe Edson Vieira para o lugar de Danilo Sacramento, enquanto Bandeirante e Paulista também apostaram em novos técnicos.

Na Série A4, as alterações começaram logo cedo. O Nacional substituiu Nogueira Júnior por Jailson Pita, o Comercial apostou em Raphael Pereira no lugar de Roberval Davino, e o Araçatuba optou por Andrézinho como interino após a saída de José Oliveira.

SITUAÇÃO COMPLICADA

Em meio a tantos ajustes, a diferença de estabilidade entre as divisões salta aos olhos. A elite ainda mostra certa resistência às mudanças, mas as divisões inferiores seguem como verdadeiros caldeirões, com decisões rápidas das diretorias diante do famoso “resultadismo”.

Com o campeonato apenas começando, a expectativa é de mais novidades nas próximas semanas, especialmente na A2 e na A3.