Se para a Ponte Preta perder de 1 a 0 ou 3 a 0 não faz a menor diferença, não seria coerente terem trabalhado para inversão de torcida única neste jogo?
Claro que um time rebaixado na penúltima rodada do Paulistão, com um mísero ponto, não vai atrair o seu torcedor para um jogo na noite de domingo.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 12 (AFI) – Imaginem se essa cartolada da Ponte Preta, que sistematicamente e com justiça recebe críticas nesta coluna, daria a mão à palmatória sobre a validade de se pensar em alguma alternativa para obter receita no jogo contra o São Paulo.
Claro que um time rebaixado na penúltima rodada do Paulistão, com um mísero ponto conquistado, não vai atrair o seu torcedor para um jogo contra o São Paulo, na noite de domingo.
Então, o que foi proposto aqui para ao menos a Ponte Preta evitar eventual prejuízo nesta partida e alcançar receita?
NEGOCIAR COM ORGANIZADAS
Tivesse dirigentes com o recomendável bom-senso, para o momento, pensariam exclusivamente no melhor visando o clube.
Uma salutar alternativa teria sido abrir negociação com os seus torcedores – principalmente aqueles de organizadas – para a liberação do espaço no Estádio Moisés Lucarelli aos são-paulinos.
É de pleno conhecimento que o Ministério Público determina que jogos da Ponte Preta em Campinas, contra os chamados grandes clubes da capital paulista, a determinação é de torcida única e do mandante.
Sim, mas este jogo está esvaziado para o pontepretano – com equipe já rebaixada – e com previsão lógica de nova derrota.
Ora, considerando-se suposta concordância das organizadas, poderiam ter tentado negociar liberação de torcida única aos são-paulinos com o Ministério Público.
EVITAR PREJUÍZO
Se o são-paulino não driblar a proibição de torcida adversária, você acha que o público de domingo no Estádio Moisés Lucarelli vai superar os 4.014 pagantes do jogo da Ponte contra o Noroeste?
Na ocasião, da renda de R$ 96.350, as despesas atingiram R$ 75.775,04, resultando em receita líquida de apenas R$ 20.574,96.
Os encargos são volumosos em cada partida. Pagou-se R$ 3.700 de ambulância, o antidoping teve custo de R$ 5.124, entre bilheteiros foram pagos R$ 3.250, teve-se que desembolsar R$ 6.573 para emissão de ingressos, custo de apoio atingiu R$ 6.200,80, sonorização R$ 2.350, quadro móveis do clube mais R$ 8.930, e acrescente ainda R$ 20.100 de segurança privada, além de outros gastos não citados.
SÃO-PAULINOS LOTARIAM O MOISÉS
Como é jogo decisivo às pretensões do São Paulo, certamente o Estádio Moisés Lucarelli receberia público até superior a 15 mil torcedores.
Ora, no último jogo do tricolor paulista pelo Paulistão, contra o Primavera, o público foi de 37.267 pagantes, que proporcionaram a renda de R$ 1.705.237.
Debitando-se as despesas, o São Paulo ficou com o total líquido de R$ 1.072.653,38.
Se para a Ponte Preta perder de 1 a 0 ou 3 a 0 não faz a menor diferença, não seria coerente terem trabalhado para inversão de torcida única neste jogo?





































































































































