Saiba os técnicos que estão ameaçados no Brasileirão após três rodadas
Nomes de peso como Fernando Diniz, Tite e Juan Pablo Vojvoda atravessam momento conturbado após resultados frustrantes
Treinadores convivem com cobranças mais intensas do que o esperado para o início da competição
Campinas, SP, 12 (AFI) – O Brasileirão ainda está na terceira rodada e nem todos os jogos foram disputados, mas a pressão já começou a rondar alguns bancos de reservas. Entre resultados frustrantes, atuações irregulares e desconfiança das torcidas, nomes de peso como Fernando Diniz, Tite e Juan Pablo Vojvoda já convivem com cobranças mais intensas do que o esperado para o início da competição.
Jorge Sampaoli foi o primeiro técnico demitido neste início de Brasileirão. Após a sequência de tropeços e a pressão crescente da torcida, a diretoria do Atlético-MG optou pela troca no comando. A decisão reforça o clima de instabilidade que já marca as primeiras rodadas da competição.
SITUAÇÃO DO CABULOSO
No Cruzeiro, o ambiente é conturbado. Tite ainda não caiu nas graças da torcida e vê o trabalho ser questionado principalmente pelo desempenho no Brasileirão. Em três jogos, a Raposa sofreu goleada por 4 a 0 para o Botafogo, perdeu em casa por 2 a 1 para o Coritiba e apenas empatou por 2 a 2 com o Mirassol.
O time soma um ponto e apresenta dificuldades defensivas evidentes. No Campeonato Mineiro, a classificação ao mata-mata foi assegurada com antecedência, mas o desempenho irregular, com quatro vitórias e três derrotas em sete partidas, não empolga. O nome do treinador já começa a ser debatido nos bastidores e nas arquibancadas.
DINIZ PRESSIONADO E LUÍS CASTRO OSCILANDO
Situação semelhante vive Fernando Diniz no Vasco. Desde o vice-campeonato da Copa do Brasil no ano passado, o treinador convive com desconfiança. No Carioca, a equipe avançou ao mata-mata, mas o início no Brasileiro preocupa. O Vasco perdeu para o Mirassol por 2 a 1, empatou com a Chapecoense em 1 a 1 e foi derrotado pelo Bahia por 1 a 0, em São Januário. Ainda sem vitória e estacionado na parte de baixo da tabela, o time não apresenta regularidade, e o estilo de jogo de Diniz volta a dividir opiniões.
No Grêmio, Luís Castro não chega a estar ameaçado de forma imediata, mas também não é unanimidade. O Tricolor liderou seu grupo no Gauchão e segue vivo na competição estadual, porém oscila no Brasileirão. Perdeu para Fluminense e São Paulo fora de casa e venceu o Botafogo em um jogo movimentado por 5 a 3. A irregularidade impede o time de se firmar nas primeiras posições e mantém o treinador sob observação.
Outro nome que aparece no radar é o de Jair Ventura, no Vitória. O clube não vive um ano extraordinário e a instabilidade nos resultados mantém o treinador sob avaliação constante, em um ambiente onde a margem para erro costuma ser curta.
ARGENTINOS EM BAIXA
Juan Pablo Vojvoda enfrenta cenário delicado no Santos. Depois de escapar do rebaixamento na última temporada, o Peixe ainda busca estabilidade. No Brasileiro, perdeu por 4 a 2 para a Chapecoense e empatou por 1 a 1 com o São Paulo. Sem vitória até aqui e pressionado também pelo risco de não avançar ao mata-mata do Paulistão, o argentino entra na rodada contra o Athletico-PR precisando de resposta imediata.
No Atlético-MG, Jorge Sampaoli sentiu o peso das cobranças e foi demitido na tarde desta quinta-feira. O Galo ainda não venceu no Brasileirão: empatou com o Palmeiras por 2 a 2, perdeu para o Bragantino por 1 a 0 e ficou no 3 a 3 com o Remo, em casa, em resultado considerado frustrante. Apesar da classificação no Mineiro, a torcida cobrava um desempenho mais convincente do time sob o comando do argentino.
Mesmo com calendário apertado e elencos ainda em ajuste, três rodadas já foram suficientes para acender o sinal de alerta em diferentes centros. A próxima sequência de jogos pode ser determinante para acalmar os ânimos ou acelerar decisões nos bastidores.





































































































































