Mogi Mirim retorna ao futebol profissional na Segundona 2026
Fora de campo, o Sapão enfrenta mais de 100 ações judiciais, com dívidas que se aproximam de R$ 10 milhões
O Mogi não participa de competições oficiais desde 2023, quando acabou rebaixado na então Série A4 do Paulista
Mogi Mirim, SP, 12 (AFI) – Após três anos longe dos gramados, o Mogi Mirim está confirmado no futebol profissional em 2026. O clube disputará a Segunda Divisão do Campeonato Paulista, a chamada “Bezinha”, equivalente à quinta divisão estadual, marcando um recomeço após um longo período de inatividade esportiva.
O Sapão não participa de competições oficiais desde 2023, quando acabou rebaixado na então Série A4 do Paulista. Naquele ano, o clube já enfrentava dificuldades estruturais e precisou mandar seus jogos fora do estádio Vail Chaves, interditado por conta do vencimento da licença de vistoria, atuando provisoriamente em Itapira.
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LEMBRANÇAS ETERNAS
O retorno acontece em meio a um passado recente de altos e baixos. O período mais marcante da história recente do Mogi Mirim foi na década passada. Em 2012, o clube conquistou o Troféu do Interior e, no ano seguinte, alcançou a semifinal do Campeonato Paulista, sendo eliminado pelo Santos. Aquela campanha representou o maior destaque desde a geração conhecida como “Carrossel Caipira”, que revelou Rivaldo no início dos anos 1990.
Ídolo do clube, Rivaldo encerrou a carreira vestindo a camisa do Mogi Mirim e chegou a atuar ao lado do filho, Rivaldinho. Em julho de 2015, deixou a presidência do clube, passando o comando para Luiz Henrique de Oliveira. A partir daí, o time viveu um período de forte instabilidade, acumulando seis rebaixamentos em apenas oito temporadas.
DO BRILHO À QUEDA
A queda começou no cenário nacional, com o rebaixamento da Série B para a Série C do Campeonato Brasileiro em 2015. No ano seguinte, o clube caiu da Série A1 para a Série A2 do Paulista. Em 2017, vieram novas quedas: da A2 para a A3 e da Série C para a Série D. Em 2018, o time desceu novamente, da A3 para a A4, até o rebaixamento final em 2023, que deixou o futebol profissional do clube paralisado.
Fora de campo, os problemas seguem sendo um grande desafio. O Mogi Mirim enfrenta mais de 100 ações judiciais, com dívidas que se aproximam de R$ 10 milhões. O estádio Vail Chaves foi penhorado pela Justiça do Trabalho em agosto de 2019 e teve leilão determinado em 2023, situação que ainda não foi definida. Há também disputas judiciais envolvendo terrenos transferidos a Rivaldo em 2013, operação questionada por sócios do clube e que segue sob sigilo.

SEGUNDONA 2026
Dentro das quatro linhas, a Bezinha de 2026 será o ponto de recomeço. A competição contará com 24 equipes, divididas em quatro grupos regionalizados, com turno e returno dentro das chaves. Os quatro melhores de cada grupo avançam às oitavas de final, dando início ao mata-mata. Em caso de empate no placar agregado, a vaga será definida nos pênaltis.
O Mogi Mirim integra o Grupo 2, ao lado de Grêmio Catanduvense, São Carlos, Matonense, Santacruzense e Independente de Limeira. A expectativa da torcida é que o retorno marque o início de um processo de reconstrução esportiva e institucional, recolocando o Sapão no cenário do futebol paulista.





































































































































