Lucas Paquetá e o retorno que muda o eixo do futebol brasileiro

Mais do que um “retorno para casa”, o movimento simboliza uma mudança estrutural: o futebol brasileiro já não é apenas exportador precoce de talentos

Com um investimento de €42 milhões, pagos ao West Ham United, o clube carioca traz de volta um jogador de elite aos 28 anos, em plena maturidade técnica e tática

Paquetá
Foto: Divulgação

Rio de Janeiro, RJ , 10 (AFI) – O retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo, confirmado no fim de janeiro de 2026, não é apenas a maior transferência da história do futebol brasileiro em valores absolutos. É um marco cultural, esportivo e econômico que ajuda a redefinir o papel do Brasil no mercado global do futebol.

Com um investimento de €42 milhões, pagos ao West Ham United, o clube carioca traz de volta um jogador de elite aos 28 anos, em plena maturidade técnica e tática — algo raríssimo até poucos anos atrás.

Mais do que um “retorno para casa”, o movimento simboliza uma mudança estrutural: o futebol brasileiro já não é apenas exportador precoce de talentos, mas passa a disputar atletas prontos, consolidados na Europa, em seu auge competitivo — um contexto que também influencia a forma como o público acompanha o esporte, analisa desempenho e se informa por meio de plataformas especializadas, como as melhores casas de apostas do Brasil, onde o nível técnico das competições pesa cada vez mais nas leituras pré-jogo.

O caminho até o retorno: oito anos, três ligas e um peso emocional enorme

Paquetá deixou o Flamengo em 2018 como promessa e voltou como jogador global. Passou pelo AC Milan, consolidou-se no Olympique Lyonnais e viveu seu período mais intenso no futebol inglês com o West Ham.

Foram temporadas de alto nível, mas também de desgaste psicológico, especialmente durante o longo processo de investigação da FA por suspeitas de manipulação de apostas — do qual foi oficialmente inocentado em 2025.

Esse episódio pesou. Apesar do apoio institucional do clube inglês, o ambiente em Londres se tornou mais pesado, o rendimento caiu e a vida pessoal foi diretamente afetada. O desejo de retornar ao Flamengo já existia desde o meio de 2025, quando uma primeira tentativa falhou. Em janeiro de 2026, com o cenário emocional, esportivo e financeiro alinhado, o retorno finalmente aconteceu.

Paquetá foi direto ao explicar a decisão: não foi apenas o Flamengo que precisava dele — ele precisava do Flamengo.

Flamengo e o uso estratégico do dinheiro global

O ponto central da negociação não está apenas no valor pago, mas na origem do dinheiro. O Flamengo utilizou receitas extraordinárias ligadas ao novo ciclo do Mundial de Clubes da FIFA, além de prêmios continentais recentes, para viabilizar a contratação sem comprometer sua sustentabilidade financeira.

Esse detalhe muda tudo. Não se trata de um gasto impulsivo ou político, mas de uma decisão estratégica: investir pesado em um jogador que aumenta o nível técnico imediato, fortalece o projeto esportivo e valoriza a marca Flamengo globalmente.

Para o clube, Paquetá é mais do que reforço. É um ativo esportivo e institucional.

Impacto tático imediato: um meio-campo de elite

Dentro de campo, o ganho é claro. Paquetá oferece algo que poucos jogadores no Brasil entregam hoje: controle de ritmo, criatividade sob pressão e intensidade sem a bola.
Pode atuar como meia central, camisa 10 ou até aberto pelo lado esquerdo, permitindo múltiplas variações ao técnico Filipe Luís.

Ao lado de Giorgian De Arrascaeta, o Flamengo passa a ter um dos meios-campos mais técnicos da América do Sul. A saída de Gerson deixou uma lacuna de energia e chegada à área — exatamente o tipo de espaço que Paquetá sabe ocupar. Sua leitura de jogo reduz o desgaste coletivo, algo fundamental em um calendário cada vez mais pesado.

Mesmo nos primeiros jogos, apesar de um erro claro contra o Corinthians, o encaixe foi visível. Falta ritmo? Sim. Falta automatismo? Natural. Mas o teto de performance é altíssimo.

Série A mais forte e impacto nos rivais

A chegada de Paquetá eleva o nível da Série A como produto. Não apenas pelo Flamengo, mas pelo efeito dominó: rivais como Palmeiras, Botafogo e Corinthians passam a medir forças contra um elenco ainda mais profundo e técnico.

Em finais e jogos grandes, detalhes decidem campeonatos. Ter um jogador capaz de desequilibrar com passe, drible curto ou chute de média distância muda probabilidades.
Antes da transferência, projeções colocavam o Flamengo com cerca de 35% de chances de título. Com Paquetá, o cenário passa facilmente da casa dos 50%, segundo análises de desempenho e profundidade de elenco.

Seleção brasileira: o retorno ao radar de Carlo Ancelotti

O impacto não se limita ao clube. Paquetá volta a ser assunto constante na Seleção Brasileira, agora sob o comando de Carlo Ancelotti. Livre das acusações, jogando com regularidade e protagonismo, ele ganha visibilidade semanal em um clube dominante — algo que não vivia no West Ham, envolvido em lutas contra o rebaixamento.

A concorrência é pesada: Bruno Guimarães, Douglas Luiz, João Gomes e outros vivem bons momentos. Mas Paquetá oferece algo diferente: criatividade em espaços curtos e leitura ofensiva refinada. Se o Flamengo embalar títulos em 2026, sua presença no grupo da Copa do Mundo deixa de ser hipótese e vira cenário provável.

Muito além de um reforço

O retorno de Lucas Paquetá ao Flamengo é um ponto de inflexão. Mostra que o futebol brasileiro pode, sim, competir por jogadores prontos. Que o dinheiro global pode ser usado com inteligência. E que o vínculo emocional, quando alinhado ao projeto esportivo, ainda é um fator decisivo no futebol moderno.

Não é apenas sobre ganhar campeonatos em 2026. É sobre reposicionar o Brasil no mapa do futebol mundial, elevando o nível técnico, a visibilidade internacional e a forma como o torcedor acompanha o jogo — inclusive analisando cenários, elencos e momentos competitivos com mais profundidade, algo comum para quem acompanha o esporte de perto e use o código de indicação Superbet como ferramenta informativa dentro desse ecossistema. E, nesse sentido, Paquetá não é só a contratação mais cara da história: é a mais simbólica.

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