Matheus Costa, receba as críticas construtivas para as devidas correções de suas convicções. E para o bem do Guarani.
Que conversa fiada foi a justificativa de falta de intensidade de sua equipe, que a rotação foi abaixo do esperado. É preciso admitir a própria culpa
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 9 (AFI) – Soube que o treinador do Guarani, Matheus Costa, não gosta de críticas.
Até aí, quem aceita ser criticado com naturalidade? Daí a jogar a culpa na boleirada pela derrota diante do Botafogo, e não admitir a própria culpa, não dá.
Que conversa fiada foi a justificativa de falta de intensidade de sua equipe, que a rotação foi abaixo do esperado.
Pois tenho quase que o dobro de sua idade e vivenciei incontáveis situações no futebol.
DEVIDAS CORREÇÕES DE CONCEITOS
Não culpe ações individuais de sua equipe. E quando você interroga porque o futebol do Guarani foi aquém do esperado diante do Botafogo, eu mostrar para você fazer as devidas correções de seus conceitos.
Você tomou um banho tático do treinador Cláudio Tencati, porque absurdamente não aprendeu a povoar o meio de campo.
Já disse aqui ‘centas’ vezes que você não sabe fazer a adequada concentração de jogadores nesta faixa do campo, exatamente aquilo feito pelo Tencati para que o Botafogo sobressaísse no setor.

BOTAFOGO GANHOU MEIO-CAMPO
Ali o adversário ganhou a maioria dos rebotes, a chamada segunda bola, e a partir disso passou a rodá-la de forma a provocar desgaste físico dos jogadores bugrinos, que correram pra cá e pra lá na marcação.
Logo, como cobrar intensidade se os seus jogadores se desgastam sem a bola?
Aí, quando o seu time conseguia ter a posse, os seus jogadores recebiam marcação alta, quando visivelmente foi identificado a falta de capacidade de seu compartimento defensivo para valorização da saída de bola, resultando no alongamento.
Assim, quem ganhava a chamada segunda bola era o adversário.

SEM SAÍDA DE BOLA
Como imaginar saída de bola pela lateral -direita se o escalado foi o improvisado zagueiro Raphael?
Do lado esquerdo, o lateral Emerson se vale basicamente de rápidas incursões ao ataque, e abruptamente coloca a bola na área adversária, sem combinação de jogadas.
Isso me fez lembrar o início dos anos 80 do século passado, na Ponte Preta, quando o lateral-direito Toninho Oliveira não sabia terminar as jogadas, mas habilmente o saudoso treinador Cilinho soube ensaiar concatenaçoes com aproximações de companheiros.
Assim, a ligação para os atacantes bugrinos fica resumida ao meia Isaque, quando não recebe rigorosa marcação.
CRÍTICAS CONSTRUTIVAS
Portanto, Matheus Costa, receba as críticas construtivas para as devidas correções de suas convicções.





































































































































