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ARIOVALDO IZAC

Botafogo justifica a vitória sobre o Guarani

Guarani não finalizou, não soube explorar as falhas do Botafogo, que foi mais eficiente e mereceu a vitória no Paulistão.

E o torcedor bugrino menos avisado, que se empolgou com três vitórias consecutivas, agora questiona: o que aconteceu com o Guarani?

Paulistão - 2026
Botafogo ganhou meio-campo e venceu o Guarani. Foto: BFC

Por ARIOVALDO IZAC

Campinas, SP, 8 (AFI) – O bordão ‘futebol é resultado‘ fez a maioria do torcedor bugrino imaginar que estaria tudo ajustado, classificação à segunda fase do Paulistão encaminhada, e previsão de vitória natural diante do Botafogo, na noite deste sábado, em Campinas.

Aí o clube acabou derrotado por 2 a 0, sem que o goleiro adversário Vitor Souza fosse obrigado a praticar uma defesa difícil sequer.

E o torcedor bugrino menos avisado, que se empolgou com três vitórias consecutivas, agora questiona: o que aconteceu?

Foi citado neste espaço em que circunstâncias ocorreram as três vitórias, sem naturalmente tirar o mérito da dedicação dos jogadores.

Ganhou do Velo Clube, que teoricamente deve se juntar à Ponte Preta no desastre do rebaixamento.

Como a vitória sobre a Portuguesa foi conquistada?

Antes de ter jogador expulso, no desenrolar do primeiro tempo, o time sofria forte pressão e a vantagem numérica de jogadores beneficiou a equipe bugrina.

Não nos esqueçamos que mesmo a Lusa com ‘dez homens’ em campo ainda pressionou o Guarani, e um dos seus atletas perdeu gol com a meta escancarada quase no final da partida.

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Guarani não finalizou contra o Botafogo. Foto: Raphael Silvestre – GFC

DÉRBI ERA OBRIGAÇÃO

Como o futebol da Ponte Preta está em ‘frangalhos’, era obrigação a vitória do Guarani, mesmo com a expulsão do goleiro Caíque França, aos 20 minutos do primeiro tempo.

E a vitória ocorreu apenas nos acréscimos.

QUAL O PROBLEMA?

Que o sistema defensivo do Guarani foi reforçado, que a equipe pratica um futebol competitivo, é fato.

Então o que ocorre?

Problema é o treinador Matheus Costa, que não dá o braço a torcer e não modifica as suas convicções.

Está claro que o meio de campo precisa ser ‘povoado’ e qualquer adversário bem compactado no setor leva vantagem nos duelos.

Ocorre sobrecarga para os dois volantes, pois não contam com a capacidade de desarme do meia Isaque e os atacantes de beirada Guilherme Parede e Mirandinha não são talhados a fechar por dentro, para diminuírem o espaço do adversário.

GUILHERME PAREDE

Será que apenas Matheus Costa não teve a percepção que a insistência com o rendimento improdutivo de Guilherme Parede tem limites?

O atleta não tem acrescentado ofensivamente e ainda permitiu incursões ao ataque do lateral-esquerdo Patrick Brey, do Botafogo.

A insistência com a improvisação de um zagueiro – como Raphael Rodrigues – como lateral-direito é outro caso.

De que adiantam as incursões do lateral-esquerdo Emerson ao ataque, se no final das contas apenas alça a bola desordenadamente à área adversária?

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Guarani não soube enfrentar o Botafogo. Foto: BFC

BOTAFOGO FOI MELHOR

Bem distribuído no gramado durante o primeiro tempo, a vantagem do Botafogo só não foi ampliada porque o goleiro bugrino Matheus Claus praticou defesa difícil no chute de Jefferson Nem logo aos sete minutos.

No gol botafoguense, aos 38 minutos, o cruzamento de Jefferson Nem, no primeiro pau, contou com a agilidade do centroavante Hygor, que se antecipou à chegada do zagueiro Maurício Antônio, e o cabeceio visou o canto baixo direito de Matheus Claus.

Naquela etapa, o Guarani só apareceu ofensivamente em contra-ataque puxado por Mirandinha e chute com bola na direção do goleiro Vitor Souza.

GOL DE KELVIN

Após o intervalo, o Botafogo continuou preocupando a defensiva bugrina, e aos sete minutos Hygor exigiu precisa defesa de Matheus Claus, enquanto o Guarani, pouco antes, em jogada pessoal de Mirandinha, o desfecho foi chute sem direção.

Aí, num lance de individualidade do atacante Kelvin, do Botafogo, pelo lado esquerdo, o lateral Cicinho foi fintado e a finalização foi precisa no canto esquerdo, sem chances de defesa, aos 12 minutos.

BOTAFOGO SE FECHA

Depois disso, o Botafogo procurou se fechar defensivamente, e o Guarani passou a contar com mais jogadores de ataque.

Em decorrência disso, registro apenas para dois lances polêmicos.

Em ataque pela direita, aos 18 minutos, e cruzamento, o meia Diego Torres arrematou, com interceptação do lateral Gabriel Inocêncio, do Botafogo, com o joelho, ocasião que a bola resvalou no braço dele.

Na revisão através do VAR, para avaliar suposto pênalti, foi marcado impedimento de Hebert no início da jogada.

Depois, aos 31 minutos, o centroavante bugrino Kewen estava visivelmente impedido quando mandou a bola para as redes.