“Não conseguimos dar o mínimo”, diz Marcelo Fernandes após queda da Ponte
Marcelo reforçou o vínculo com o clube e deixou em aberto a continuidade no cargo
Mesmo diante do cenário adverso, Marcelo destacou o empenho do elenco e evitou buscar justificativas para a campanha.
sÃO pAULO, sp, 07 (afi) – Após a derrota por 2 a 0 para a Portuguesa, que confirmou o rebaixamento da Ponte Preta no Campeonato Paulista, o técnico Marcelo Fernandes adotou um tom de reconhecimento de erros e responsabilidade compartilhada.
Abatido, o treinador pediu desculpas à torcida e reconheceu que a equipe não conseguiu corresponder dentro de campo.
“É pedir desculpas à torcida. Infelizmente a gente não conseguiu dar o mínimo possível.”, afirmou.
Mesmo diante do cenário adverso, Marcelo destacou o empenho do elenco e evitou buscar justificativas para a campanha.
Para ele, o momento exige autocrítica e união para a reconstrução do clube, reforçando que “a instituição é maior que todos” e que a Ponte Preta tem condições de se reorganizar ao longo da temporada.
“A Ponte nunca vai deixar de ser grande, mas que volte a ter seus dias normalizados para ter uma sequência de ano normalizada.”
Marcelo reforçou o vínculo com o clube e deixou em aberto a continuidade no cargo. O treinador destacou que não abandonou o projeto mesmo diante das dificuldades e afirmou que sua permanência depende de uma definição interna: “Por mim, estarei aqui na Ponte, mas precisa ver o que a diretoria vai definir”, completou.
QUE FASE
Vivendo um dos piores momentos de sua história, a Ponte Preta soma apenas um ponto e segue como a única equipe que ainda não venceu na competição. O clube já havia sido rebaixado no Estadual em 2022 — retornou um ano depois como campeão, ao superar o Novorizontino —, mas volta agora à Série A2 pela quinta vez.
Em 2024, a equipe também caiu para a Série C do Campeonato Brasileiro. As quedas anteriores no Estadual ocorreram em 1960, 1987, 1995 e 2022. Esta será a 19ª participação da Ponte Preta na Série A2. O último compromisso, pela oitava rodada, diante do São Paulo, em Campinas, servirá apenas para cumprir tabela.
O rebaixamento sela uma sequência de erros fora de campo. A incapacidade da diretoria em viabilizar um crédito de pouco mais de R$ 2 milhões para quitar o transfer ban — o que obrigou o clube a disputar quatro rodadas sem reforços — expôs a perda de credibilidade e a fragilidade administrativa que marcaram toda a campanha.





































































































































