Paulistão A2 RIVALO: XV reage na hora certa e busca manter boa fase

Nhô Quim deu uma resposta imediata ao bater o Monte Azul por 2 a 0, resultado que recolocou o time na zona de classificação para a próxima fase

Campanha do XV de Piracicaba é marcada por equilíbrio: duas vitórias, três empates e duas derrotas, com sete gols marcados e seis sofridos

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David Ribeiro em ação pelo Nhô Quim (Foto: Mariana Kasten-XV de Piracicaba)

Piracicaba, SP, 03 (AFI) – O XV de Piracicaba reagiu no momento em que a pressão começava a pesar. Após uma sequência de cinco jogos sem vitória e a troca no comando técnico, o Nhô Quim deu uma resposta imediata ao bater o Monte Azul por 2 a 0, resultado que recolocou o time no G8 e trouxe novo fôlego para a sequência do Paulistão A2 RIVALO 2026. Mais do que os três pontos, a atuação sinalizou uma mudança clara de comportamento.

Com nove pontos conquistados em sete rodadas, o XV abre a zona de classificação para a segunda fase, ocupando a oitava colocação. A campanha é marcada por equilíbrio: duas vitórias, três empates e duas derrotas, com sete gols marcados e seis sofridos. Números modestos, mas que refletem um time competitivo, capaz de reagir mesmo em meio a instabilidade.

MUDANÇA DE POSTURA

O início do campeonato foi promissor, com vitória por 1 a 0 sobre o São Bento. No entanto, as derrotas seguidas para Sertãozinho (4 a 3) e Santo André (1 a 0) expuseram fragilidades, especialmente defensivas e emocionais. A equipe passou a conviver com jogos mais travados, somando três empates consecutivos, contra Água Santa, Osasco Sporting e Grêmio Prudente.

A vitória sobre o Monte Azul, na última segunda-feira, marcou uma virada de chave. Mesmo sem a presença do novo técnico Fernando Marchiori à beira do campo, o XV mostrou um time mais organizado, concentrado e eficiente. A defesa voltou a se impor e o setor ofensivo aproveitou melhor as oportunidades criadas.

AJUSTES E RESPOSTAS

Ainda que o novo comandante não tenha estreado oficialmente, já foi possível notar ajustes claros no comportamento coletivo. O XV passou a proteger melhor sua última linha e escolheu com mais critério os momentos de acelerar o jogo. A postura mental também chamou atenção, com mais controle e competitividade até o apito final.

O elenco respondeu. Jogadores que vinham oscilando entregaram atuações mais seguras, e o time mostrou capacidade de competir mesmo em um cenário adverso, marcado pela troca no comando e pela pressão por resultados.

RESPIRO OU RETOMADA?

A reação levanta a principal dúvida neste momento da competição: trata-se de um ponto de virada sustentável ou apenas um respiro pontual? A resposta começa a ser desenhada no próximo compromisso, justamente diante da líder Ferroviária, no sábado (7), em Araraquara.

O confronto será um teste real para medir o estágio dessa retomada. Se mantiver o novo padrão de comportamento, o XV de Piracicaba pode não apenas se consolidar no G8, mas também transformar a instabilidade inicial em um capítulo superado. Caso contrário, a vitória sobre o Monte Azul corre o risco de ser lembrada apenas como um alívio momentâneo em uma Série A2 que não permite quedas prolongadas.