O novo mergulho da Ponte Preta à Série A2 do Paulista é iminente, a menos que ocorra algo sobrenatural nesta reta final.
Com um ponto e saldo negativo de oito, a Ponte teria que vencer Portuguesa (f) e São Paulo (c), além de torcer contra Velo Clube e Santos.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 1 (AFI) – Ponte Preta em perigo. Pouco mais de quatro anos após o retorno ao primeiro escalão da diretoria da Ponte Preta, o hoje vice-presidente Marco Eberlin pode entrar para a história do clube com três rebaixamentos.
O novo mergulho à Série A2 do Paulista é iminente, a menos que ocorra algo sobrenatural.
Com apenas um ponto conquistado e saldo negativo de oito, a Ponte teria que vencer Portuguesa (f) e São Paulo (c), além de torcer contra Velo Clube e Santos.
O Santos, com seis pontos, que vai duelar com Noroeste e Velo Clube, fatalmente vai escapar.
A probabilidade de o Velo ser rebaixado é real, pois recebe o Bragantino e será visitante diante do Santos.
Quanto ao Botafogo, ao vencer o Palmeiras por 1 a 0, na noite deste domingo, subiu para oito pontos e supera a Ponte Preta.

TERCEIRO REBAIXAMENTO?
No dia 22 de março de 2022, ocorreu o primeiro rebaixamento do Paulistão desta nova ‘Era Eberlin’, após 23 anos ininterruptos na divisão.
Digamos que, na ocasião, cabe divisão de culpa do presidente que o precedeu, caso do também incompetente Sebastião Arcanjo.
No ano seguinte, o clube não fez mais do que a obrigação ao garantir o retorno à principal divisão paulista, mas ficou evidente que aquilo não serviu de aprendizagem.
SÉRIE C DO BRASILEIRO
Foi rebaixado com a Ponte Preta à Série C do Brasileiro, e o fato de o Guarani acompanhá-lo na tragédia diminuiu um pouco o impacto.
Em 2025, o clube conquistou o título da Série C, todavia praticando um futebol que deu pro gasto, nada para rasgados elogios.
ALTOS SALÁRIOS
Convenhamos que dirigente que paga salário de R$ 115 mil para um lateral-direito rigorosamente comum, como Maguinho, é a clara comprovação da falta de discernimento de capacidade técnica de jogadores.
Aí, sem a devida planilha de custo em relação às receitas, foi feita uma gastança fora da normalidade, e isso também contribuiu para não quitação de débitos anteriores, resultando no tal ‘transfer ban‘, que desbalanceou os cofres do clube.
NÃO ABRIU MÃO DO COMANDO
Ora, se o grupo de Eberlin sabia que a situação financeira havia descambado – por culpa também de administrações anteriores – por que se dispôs a disputar o processo eleitoral?
Não seria o caso de abrir espaço a quem se dispusesse a buscar novos rumos ao clube?
Como o grupo dele não encontrou alternativas para o enfrentamento real do problema, o futebol da Ponte Preta ficou a ‘Deus dará’, apostando-se que a garotada do Sub-20 pudesse corresponder.
Nada disso.

agradecer à Ponte Preta por estar no Guarani.
Foto: Raphael Silvestre – GFC
DESCOBRIU HEBERT PARA O RIVAL
Jogadores contratados não puderam ser inscritos e aí alguns ‘bateram asas’, um deles o atacante Hebert.
O Guarani nem imaginava contratá-lo quando do acerto com a Ponte Preta, mas bastou que pulasse do barco para trazê-lo.
Quis o destino que o Hebert – que a Ponte Preta não conseguiu segurar – fosse decisivo na vitória bugrina no dérbi campineiro do último sábado.





































































































































