Marcelo Fernandes lamenta derrota no dérbi, mas descarta rebaixamento da Ponte Preta

Técnico reconhece momento delicado após clássico no Brinco de Ouro, pede reação nas rodadas finais e minimiza confusão após o apito final.

A Ponte Preta volta a campo no próximo sábado (7), quando enfrenta a Portuguesa

marcelo fernandes
Marcelo Fernandes, técnico da Ponte. Foto: Marcos Ribolli/ PontePress

Campinas, SP, 01 (AFI) – A derrota para o Guarani no dérbi campineiro deixou a Ponte Preta em situação ainda mais delicada no Campeonato Paulista, mas o técnico Marcelo Fernandes evitou qualquer discurso de resignação após o apito final no Brinco de Ouro da Princesa. Em entrevista coletiva, o treinador reconheceu o peso do resultado, mas afirmou que a equipe segue viva na luta contra o rebaixamento.

“Tínhamos três finais. Uma era hoje e infelizmente perdemos. Mas não dá para dizer que a Ponte já foi rebaixada. Não podemos baixar a cabeça. Cabe a nós trabalhar muito até a última rodada para tirar a Ponte desta situação”, afirmou o comandante alvinegro.

Questionado sobre a confusão registrada após o fim da partida — que resultou na expulsão de Marcelo Cordeiro, auxiliar técnico do Guarani —, Marcelo Fernandes minimizou o episódio e negou qualquer tipo de discussão direta.

“Nem sei quem é. Não falei com ele. Fui conversar com o árbitro. Tem provocações normais de clássico, mas foi só isso. Quando eu estava saindo, começaram a soltar algumas graças, mas não aconteceu nada. Não discuti com ninguém”, explicou. “O Guarani está de parabéns pela vitória.”

O treinador também comentou o gol decisivo marcado por Hebert, ex-jogador da Ponte Preta, e afastou qualquer componente emocional no lance. Segundo ele, o foco da equipe estava exclusivamente no adversário e no contexto do clássico.

“Não tem sentimento algum. Nós jogamos contra o Guarani, um adversário difícil, ainda mais dentro dos seus domínios”, resumiu.

Sobre as mudanças feitas ao longo da partida, especialmente a entrada de Elvis no segundo tempo, Marcelo Fernandes justificou a alteração pelo cenário imposto pelo jogo, marcado pela expulsão do goleiro Caíque França ainda na primeira etapa.

“Nós não temos um centroavante de ofício. A partir do momento em que houve a expulsão, não havia mais motivo para manter três volantes em campo”, explicou. O treinador ainda destacou o mérito do rival: “Hoje o Guarani soube aproveitar e saiu com a vitória.”

AGENDA!

A Ponte Preta volta a campo no próximo sábado (7), quando enfrenta a Portuguesa, às 16h, no estádio do Canindé, pela sétima e penúltima rodada do Campeonato Paulista — confronto tratado internamente como decisivo para o futuro da equipe na competição.