Guarani venceu a rival e a deixou quase rebaixada para a Série A2 do Paulista de 2027. Agora só um milagre salva a Macaca.
Em mais um dos confrontos entre os rivais, a história se repetiu, mas com vantagem do Guarani, que derrotou a Ponte Preta por 1 a 0.
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 31 (AFI) – Em 1983, num dérbi campineiro disputado no Estádio Brinco de Ouro, o então árbitro Almir Ricci Peixoto Laguna expulsou o lateral-direito Edson Abobrão aos 40 segundos de jogo, por falta violenta sobre o meia Neto, do Guarani.
Na ocasião, antes dos dez minutos, o zagueiro Osmar Guarnelli, de cabeça, marcou o gol da vitória pontepretana.
Na tarde deste sábado, no mesmo local, em mais um dos confrontos entre os rivais, a história se repetiu, mas com vantagem do Guarani, que derrotou a Ponte Preta por 1 a 0.
EXPULSÃO DE CAÍQUE FRANÇA
O goleiro Caíque França, do Guarani, foi expulso aos 20 minutos, quando trocou o risco de sofrer gol para ‘matar’ o avanço do atacante Diego Tavares, da Ponte Preta.
Em chute do goleiro Diego Silva para o ataque e vacilo de marcação do miolo de zaga bugrina, Caíque França atingiu o atacante com chute na altura da barriga.
Pois vejam como esta partida ganhou capítulos diferentes depois disso.
Até então, o predomínio era absoluto do Guarani e a Ponte Preta ficava acuada em seu campo defensivo, embora sem sofrer susto até aquele momento.

PONTE PRETA SE SOLTOU
Paradoxalmente, houve mudança na história do jogo.
De acuada, a Ponte Preta até se soltou e criou chance de inaugurar o placar aos 24 minutos, através do meia Cristiano, com defesa do goleiro Mateus Claus, que ocupou o lugar de Caíque França, com a saída do volante Nathan Melo.
Foi quando o treinador pontepretano Marcelo Fernandes teve a percepção que já não precisava de três volantes em sua equipe e ‘sacou’ Gustavo Telles para a entrada do meia Élvis.
E na primeira jogada de lucidez dele, teve visão para colocar Cristiano na cara do gol, aos 43 minutos, mas o chute foi na direção do goleiro bugrino, que defendeu.
Como o domínio territorial da Ponte Preta era evidente, nos pés de Diego Tavares surgiu mais uma chance, mas o chute fraco facilitou a defesa de Mateus Claus, aos 50 minutos.
CANSAÇO DE PONTEPRETANOS
Logo no início do segundo tempo, já era perceptível o desgaste físicos de jogadores pontepretanos, principalmente aqueles que ocupavam o lado esquerdo, como o lateral Kevyson e Bryan Borges.
Lateral-direito Pacheco, zagueiro David Braz e Cristiano mostravam-se bastante desgastados.
O período de paralisação de Élvis também implicou em menos mobilidade e ficou claro que nas substituições a Ponte Preta teve perda de qualidade.

HEBERT ENTROU BEM
Além desses aspectos, o Guarani ganhou mais movimentação com as trocas de jogadores e passou a ter mais intensidade ofensiva.
A entrada de Hebert no lugar de Mirandinha resultou em chegada mais incisiva da equipe sobre a defensiva pontepretana.
O reflexo disso foi o passe de Cachoeira para que Hebert, com agilidade, se infiltrasse na área pontepretana e mostrasse tranquilidade para, em toque preciso na bola, deslocar o goleiro Diogo Silva.
Foi o gol da vitória bugrina, aos 46 minutos do segundo tempo, que provocou explosão no Estádio Brinco de Ouro.
Isso ainda não significava vitória bugrina, pois o clube correu risco de sofrer o empate dois minutos depois.
Na base do abafa, em bola alçada contra a área bugrina, Luís Phelipe, da Ponte Preta, ainda resvalou na bola que chocou-se no poste direito do goleiro Mateus Claus.

AGORA SÓ UM MILAGRE
Com apenas um ponto ganho dos 18 disputados, só um milagre salva a Ponte Preta do rebaixamento à Série A2 do Paulista.
Terá que vencer a Portuguesa na Capital e o São Paulo em Campinas, além de aguardar uma perfeita combinação de resultados.
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CANAIS FI AO VIVO
Este jogo foi acompanhado online pelo PLACAR AO VIVO e foi transmitido ao vivo também pela Rádio Futebol Interior. E quem acompanhou concorreu a vários prêmios.
Veja a lista de ganhadores:
- Bola Pênalti e uma Pizza – Allan David Cardoso
- Camisa P do Guarani – Valmir Rogério da Silva
- Copo da Union e uma Pizza – Claudia Amadeo
- Camisa Ponte e Boné – Danilo Nero
A narração foi de Carlos Corsato; reportagens de Pedro Lino e Israel Macacast comentários de Roberto Marcondes. O comando técnico será de @felipemarques.





































































































































