Paulistão A3 RIVALO: Tuca Guimarães cobra atitude após derrota do Rio Branco

Após derrota para o XV de Jaú na Série A3, técnico aponta erros técnicos, falta de atitude e domínio perdido nos duelos.

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Treinador lamenta erros não forçados e afirma que Tigre precisa competir mais desde o início. (Reprodução/RBEC)

Americana, SP, 29 (AFI) – O Rio Branco de Americana conheceu sua primeira derrota no Campeonato Paulista Série A3 RIVALO 2026 ao ser superado pelo XV de Jaú, por 1 a 0, na noite desta quarta-feira, no Estádio Décio Vitta, pela segunda rodada da competição. Após a partida, o técnico Antônio Carlos Guimarães concedeu entrevista coletiva e foi direto ao apontar os motivos do revés.

O gol da vitória visitante saiu aos 39 minutos do primeiro tempo, em um lance fortuito: após um chutão da defesa do XV, o zagueiro Felipe tentou o corte e acabou desviando contra o próprio patrimônio, enganando o goleiro alvinegro.

ERROS TÉCNICOS E DERROTAS NOS DUELOS

Na análise do treinador, o principal problema do Rio Branco esteve na postura competitiva, especialmente no primeiro tempo. Segundo Antônio Carlos, o Tigre foi dominado nos duelos individuais e comprometeu sua organização com erros técnicos básicos.

“Independentemente da postura, o jogo passa muito pelo duelo. E nós fomos muito mal nos duelos. Perdemos primeira bola, segunda bola, erramos passes simples na saída e no segundo terço. Isso compromete toda a estrutura”, avaliou.

O técnico destacou que o adversário nem precisou exercer uma pressão intensa para controlar a partida.

“Não foi uma marcação alta sufocante. A gente tinha espaço para jogar, para construir, mas errava o gesto técnico. Errava o domínio, errava o passe, errava o tempo da jogada”, completou.

GOL SOFRIDO AUMENTOU O PESO DO JOGO

Além da atuação abaixo do esperado, Antônio Carlos lamentou o gol sofrido em um lance improvável, que aumentou a dificuldade do confronto.

“Foi uma bola improvável, um chutão para trás do meio-campo, a gente raspa na bola e ela entra. A partir dali, você precisa reconstruir o jogo, e isso nem sempre acontece”, explicou.

Mesmo com maior volume ofensivo no segundo tempo, o Rio Branco não conseguiu transformar as chances criadas em gol.

“A bola passou, a cabeçada não entrou, bateu na trave, a finalização desviou. Quando você não tem eficiência e ainda erra muito tecnicamente, o jogo vai para um caminho ruim”, analisou.

MUDANÇAS E BUSCA POR EQUILÍBRIO

O treinador reconheceu que as alterações feitas ao longo da partida melhoraram o rendimento da equipe, mas reforçou que o problema tem sido recorrente: atuações mais consistentes apenas na segunda etapa.

“A gente precisa começar a construir jogos de 90 minutos equilibrados. Não dá para jogar só um tempo. Hoje em dia, postura inicial é fundamental”, afirmou.

Sobre as opções do banco, Antônio Carlos citou a entrada de jogadores como João Queiroz e Marcelinho, que deram maior competitividade à equipe.

“O Queiroz entrou e competiu mais, principalmente para melhorar a primeira bola. A primeira e a segunda bola definem o jogo”, destacou.

FOCO NA REAÇÃO

Mesmo com a derrota, o comandante alvinegro demonstrou confiança na recuperação do time e pregou trabalho ao longo da semana.

“Não perdemos para o adversário ser melhor. Perdemos porque não competimos como deveríamos no primeiro tempo. Agora é trabalhar, corrigir, achar as melhores ideias e ir buscar pontos fora de casa”, concluiu.

Com um ponto somado em duas rodadas, o Rio Branco volta a campo buscando reação na sequência da Série A3.