LUTO! Morre Ary Paghetti, ídolo do futebol goiano
Ary Paghetti construiu uma trajetória marcante que o transformou em ídolo de Atlético-GO e Goiás, dois dos principais clubes do estado
Com a camisa do Goiás, Paghetti conquistou os Campeonatos Goianos de 1975 e 1976, além de outros torneios da época
Goiânia, GO, 29 (AFI) – O futebol goiano amanheceu de luto nesta quinta-feira (29) com a morte de Ary Paghetti, um dos personagens mais emblemáticos da história esportiva do estado. Aos 78 anos, o ex-jogador faleceu em casa, vítima de um infarto. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu. A família ainda define informações sobre velório e sepultamento.
Reconhecido pelo talento técnico e por atuações decisivas, Ary Paghetti construiu uma trajetória marcante que o transformou em ídolo de Atlético-GO e Goiás, dois dos principais clubes do estado.
Seu nome também está eternizado na história do futebol goiano por ter sido titular da seleção de Goiás na partida inaugural do Estádio Serra Dourada, em 1975.
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INÍCIO DA CARREIRA
Nascido em São Paulo, no dia 4 de agosto de 1947, Paghetti iniciou a carreira profissional na Portuguesa de Desportos. Posteriormente, defendeu o Rio Branco, de Andradas, em Minas Gerais, onde se destacou a ponto de despertar o interesse do Atlético-GO. Chegou ao clube rubro-negro no fim da década de 1960 e rapidamente se consolidou como uma das referências do elenco.
Pelo Dragão, viveu momentos importantes. Foi campeão goiano em 1970 e, no ano seguinte, integrou a equipe vencedora do Torneio da Integração Nacional. Na campanha do título, Ary Paghetti terminou como artilheiro do Atlético-GO na competição, com quatro gols, reforçando sua importância dentro de campo.
PASSAGEM MARCANTE
Em 1973, o meia-atacante se transferiu para o Goiás, a convite do técnico Paulo Gonçalves, para disputar o Campeonato Brasileiro. A equipe esmeraldina fazia sua estreia em competições nacionais, e Paghetti foi decisivo em um dos jogos mais icônicos da história do clube: a reação diante do Santos de Pelé, no Pacaembu, em fevereiro de 1974. Na ocasião, marcou três gols e teve atuação memorável, eternizando seu nome entre os grandes ídolos alviverdes.
Com a camisa do Goiás, conquistou os Campeonatos Goianos de 1975 e 1976, além de outros torneios da época. No dia 9 de março de 1975, voltou a entrar para a história ao vestir a camisa da seleção goiana na inauguração do Estádio Serra Dourada, na vitória por 2 a 1 sobre a seleção de Portugal. Já em 1978, após conviver com lesões, ainda teve passagem pela Anapolina.
PAGHETTI ETERNO!
Discreto e distante dos holofotes após encerrar a carreira, Ary Paghetti optou por uma vida reservada, embora tenha participado de eventos esportivos pontuais nos últimos anos, especialmente ligados ao Atlético-GO. Sua morte representa o encerramento de um capítulo marcante do futebol goiano, construído com talento, títulos e atuações que atravessaram gerações.





































































































































