Paulistão A3 RIVALO: Denúncia de atleta do Rio Branco precisa de provas

Rio Preto se manifesta sobre denúncia de injúria racial relatada por atletas do Rio Branco e afirma que não houve registro durante a partida.

IMG 7660
Clube afirma que não houve paralisação, registro em súmula durante o jogo e contesta denúncia feita após o término da partida. (Foto: Muller Merlotto Silva)

São José do Rio Preto, SP, 26 (AFI) – O atleta Édson Carvalho, do Rio Branco, alegando ter sido vitima de racismo durante a partida contra o Rio Preto, válida pelo Campeonato Paulista Série A3 RIVALO, na estreia das duas equipes no último sábado(24), no Estádio Riopretão, precisa de provas e principalmente de imagens para comprovar a sua denuncia de injuria racial. O episódio teria ocorrido aos 22 minutos do segundo tempo, enquanto o jogador realizava aquecimento à beira do campo.

REPÚDIO

Na reunião que aconteceu na última quinta-feira(22), entre a Federação Paulista de Futebol e treinadores, ficou registrado que qualquer ato de repúdio, o delegado da partida é obrigatório a paralisar o jogo, comunicar o árbitro da partida, fato que não aconteceu pois nada de anormal foi registrado. Neste aspectos, o jogo não foi paralisado. O delegado da partida como também os polícias nada ouviram e não viram qualquer fato inusitado.

De acordo com o relato do atleta, a ofensa teria sido praticada por um torcedor da equipe mandante e por conta disso, após o encerramento da partida, Édson se dirigiu a uma delegacia da região para formalizar a denúncia. Tanto o goleiro Matheus Inácio como também o meio campista Edson Carvalho terão que provar as denuncias feitas, caso contrário serão processados pelo clube rio-pretense, palavras do presidente do Rio Preto Esporte Clube.

SÚMULA DA PARTIDA

Fomos informado pelo diretor do jogo que o atleta de número 16 da equipe do Rio Branco E. C, Sr. Edson Evangelista de Carvalho sofreu descriminação racial durante o jogo, informo que o fato relatado veio da arquibancada destinada a equipe mandante. Informo também que o diretor de jogo nos informou que, o goleiro de n•01 sr. Matheus Francisco Inácio da equipe do Rio Branco E. C, relatou que na parte destinada a torcida mandante, no momento em que o mesmo cobrava os tiros de meta, diziam a seguinte palavra (bicha).

Esclareço que tais fatos não foram presenciados e nem comunicados à equipe de arbitragem durante o andamento da partida, tendo o ocorrido sido relatado apenas após uma hora depois o término do jogo, quando a equipe de arbitragem já se encontrava no vestiário. Não bastasse, todo o policiamento já tinha se retirado do Estádio Riopretão. 

ESCLARECIMENTO DO PRESIDENTE

Sobre o fato, o presidente do Rio Preto Esporte Clube, José Eduardo Rodrigues esclareceu a sua posição.

“O Rio Preto Esporte Clube repudia qualquer ato de racismo. Nós combatemos o racismo, temos um histórico neste sentido. Nossa posição é de luta contra o racismo no esporte. É preciso apurar, mas principalmente registrar que uma hora depois de terminado o jogo quando a polícia foi embora e quando todo mundo se retiraram, eles foram até o delegado da partida para fazer esse tipo de queixa. O quarto árbitro que segura a placa de substituição não viu nada e ninguém  ouviram. É muito estranho e falsa denuncia de crime”, finalizou o dirigente rio-pretense, Rodrigues.