Rio Preto arrumou a casa, agora sonha com títulos
Após anos para tirar o Rio Preto do 'buraco' e montando uma grande estrutura, José Rodrigues sonha com o sucesso e títulos.
Tive a chance de conhecer a história de vida de José Eduardo Rodrigues como advogado, deputado e um grande dirigente de futebol
Entrevista Especial – SÉRGIO CARVALHO
São José do Rio Preto, SP, 24 (AFI) – Como boa parte de vocês sabem, hoje eu moro em São José do Rio Preto, minha cidade natal. Conheço muita gente por aqui e gosto de passear pelo centro, que é bastante movimentado, ou visitar um dos Shoppings da cidade que são muito bons. A gente se diverte, faz um lanche ou até almoça, vê as novidades nas vitrines e, às vezes, até escolhe uma sessão de cinema para assistir um dos filmes em cartaz.
Nessas idas e vindas ouvi tantos elogios ao atual presidente do Rio Preto EC (tenho muitos amigos e familiares ligados ao futebol local), que resolvi marcar um encontro para conhecê-lo. O encontro finalmente aconteceu na última terça-feira, dia 20 de janeiro.
Antes de ir a esse encontro, ao lado de meu inseparável parceiro Oscar Silva, que conhece tudo sobre os clubes de futebol desta região do Estado, procurei saber detalhes sobre o atual presidente deste clube.

José Rodrigues, do Rio Preto
PERFIL DE JOSÉ EDUARDO RODRIGUES
Soube que ele se chamava José Eduardo Rodrigues, que já foi deputado representando a cidade de Rio Preto, e que teve relacionamentos importantes na capital paulista onde, entre outras coisas, foi diretor do Metrô, da CDHU e também conselheiro do São Paulo Futebol Clube (é são paulino roxo).
No clube, colaborou diretamente com a administração de Juvenal Juvêncio, um dos presidentes mais qualificados que o Tricolor paulistano teve em toda a sua história.
Com essas múltiplas atividades, José Eduardo amadureceu não só como homem mas também como um competente especialista em administração de entidades e empresas. Viu muita coisa errada, assimilou tudo o que podia enquanto esteve no comando do Metrô paulistano, da CDHU e também como conselheiro do São Paulo.
NA TERRA NATAL, AMOR AO RIO PRETO
Quando resolveu voltar à sua terra natal, voltou também a frequentar o Rio Preto EC, de quem é associado desde 2017 e até ajudou a criar sua Torcida Uniformizada. Durante esse período no Rio Preto, acompanhou bem de perto o trabalho de dois presidentes: Vergílio Dalla Pria e Suélio Ribeiro (que ele até apoiou na ocasião para substituir Dalla Pria,afastado por corrupção).
“Quando descobri as falcatruas do Dalla Pria (ele pretendia até vender o estádio para o presidente do Hospital São Luiz e o ex-jogador Ronaldo Fenômeno), me apressei em tirá-lo do cargo.
Conversei com associados, com conselheiros e até que consegui marcar uma reunião para afastá-lo em definitivo. Ainda assim, Dalla Pria tentou voltar à presidência por oito vezes, mas não o deixamos.
Para substituí-lo, dei apoio a Suélio Ribeiro já que eu não queria ser candidato. Para minha decepção, no entanto, Suélio também abraçou a corrupção.
Fiz nova pressão interna e consegui afastá-lo do cargo o mais rápido possível. Foi quando me convenceram a ser candidato.
Resisti, não queria aceitar, mas depois de muita conversa acabei candidato único à presidente e assumi o cargo em 2018, disposto a tirar o Rio Preto definitivamente do buraco.”

UM BURACO NEGRO
Quando assumiu a presidência do Rio Preto, José Eduardo fez um projeto especial para tirá-lo do buraco negro em que se encontrava. Primeiro, fez um levantamento das dívidas do clube (boa parte delas já protestadas).
“Só para que seus leitores tenham uma ideia, só de contas de água e esgoto, da SEMAE, o Rio Preto devia mais de 3 milhões e cem mil reais. Um absurdo. Devíamos luz, água, telefone, salários, compra e venda de jogadores, manutenção do clube, e muitas outras dívidas paralelas”.
Só de funcionários, o Rio Preto tinha mais de cento e cinquenta. Sua dívida já superava a casa de vinte milhões de reais. Uma verdadeira crise pré falimentar.
“Com base nos conhecimentos que ganhei em São Paulo enquanto era deputado, fiz um projeto amplo, moderno e criterioso para o Rio Preto, que definia realmente qual o total das dívidas e quais as que precisavam ser pagas à curto prazo.
Conversei, negociei e comecei a pagar, uma por uma. Aos poucos, fomos chegando a um patamar mais aceitável e a tirar o nome do clube dos Cartórios de Protestos de Rio Preto. Nisso tive ajuda direta dos donos de cartórios que se uniram a nossa luta para zerar o déficit financeiro do clube.
Foi sofrido, mas conseguimos. Pagamos tudo. Hoje o Rio Preto está no mesmo patamar de Flamengo e Palmeiras, que são exemplos de clubes bem administrados no futebol brasileiro.
Reformamos e modernizamos o estádio, que é um dos melhores do interior. Tem um gramado moderno e bem cuidado. Está pronto para encarar a Série A3 deste ano”.
VIRANDO A PÁGINA
Superado o grave problema do ‘Caixa’, José Eduardo virou a página e passou a cuidar da segunda parte de seu projeto. A de centrar sua atenção no futebol, montar um time competitivo, atrair o torcedor para poder aumentar as arrecadações e faturar o possível na publicidade que hoje envolve o futebol.
“Neste ano, o futebol tem a nossa preferência. O estádio está bem, as contas estão em dia, montamos um bom elenco e temos um bom treinador.
Agora é lutar para atingir nosso maior objetivo em 2026, ser campeão da Série A3 do Paulistão. Se conseguirmos, no ano que vem o Rio Preto estará na Série A2, a um passo da Série A1.
O sonho é também superar o desafio da Série A2 e, quem sabe, começar a lutar para chegar à Série A1 em 2027 ou 2028.
Se conseguirmos, estaremos concretizando nosso maior sonho e também o de nossa torcida. Queremos então passar a receber em nosso estádio, que tem capacidade para mais de trinta mil pessoas, todos os chamados grandes clubes do futebol brasileiro.
E manter uma estrutura para não deixar mais a Série A1. O Rio Preto e a cidade em que nasci, merecem isso. Lógico que, para chegar lá, ainda falta muito.
Ainda vamos precisar de muita luta, muita lucidez e muita qualidade administrativa. Até agora, deu tudo certo. Espero concretizar esse projeto antes de 2030. Trabalho e determinação para atingir esses objetivos, não vão faltar. Tenham certeza disso”.
CURRÍCULO DO PRESIDENTE
Para quem não conhece, aqui estão mais dados sobre o atual presidente do Rio Preto Esporte Clube.
José Eduardo Rodrigues é advogado, formado pelas Faculdades de Direito de São Carlos e Faculdade Dom Pedro II de São José do Rio Preto.
Nasceu nesta cidade e depois de um período em São Paulo, capital, voltou a ter residência aqui.
Foi deputado estadual representando a cidade de Rio Preto.
Enquanto morou na capital paulista, foi diretor do Metrô paulistano, foi diretor da CBDU e conselheiro do São Paulo Futebol Clube, seu clube de coração. Participou de uma das gestões mais qualificadas deste clube, quando o presidente era o competente Juvenal Juvêncio.
É conselheiro do Rio Preto EC desde 1971. Tem muita facilidade de expressão, conhece muitos políticos influentes e dirigentes esportivos de boa parte dos clubes de futebol de São Paulo e até de outros Estados.
Além de funcionários, também afastou todos os dirigentes do clube quando assumiu e montou sua própria diretoria. Diminuiu gastos e começou os pagamentos das dívidas do clube. Seu trabalho foi tão bom que, hoje em dia, o Rio Preto é, ao lado de Flamengo e Palmeiras, um dos três clubes que tem ficha limpa em qualquer cartório de Protestos do País.

RIO PRETO, PATRIMÔNIO DE 500 MILHÕES
O clube não deve nada e tem um patrimônio hoje orçado em 500 milhões de reais.
O estádio foi totalmente reformado. Cadeiras novas, bares e todo o conforto possível aos torcedores. Depois da reforma por que passou, o Rio Preto só tem evoluído nas mãos de José Eduardo. O clube tem sua sede no próprio terreno do estádio e tem ao redor dele estacionamento fácil nos dias de jogos.
A estreia do Rio Preto no Campeonato Paulista – Série A3 – RIVALO, será neste sábado, dia 24 de janeiro, às 15 horas, contra o Rio Branco, de Americana. O presidente espera um bom público para assistir essa partida.

RIO PRETO TEM APOIO DE PATROCINADORES
O Rio Preto tem hoje excelentes patrocinadores. A começar pelo Banco SICOOB, uma referência no País Também colaboram financeiramente com o clube, as empresas Cotuba (que fabrica o guaraná de mesmo nome), GCF Facilities, Mr. Frango, SignRio, Zappaz e JM Turismo.
Quando criou o projeto de recuperação do clube, José Eduardo seguiu o mesmo caminho de Flamengo, do Rio de Janeiro e, Palmeiras, de São Paulo. Por isso, ao lado desses dois clubes, é hoje um dos únicos do País que não deve nada a ninguém e ainda tem um superávit em caixa.
O clube já tem hoje em funcionamento uma televisão própria, a TV Jacaré. Está criando uma emissora de rádio, a Rádio Jacaré. Também conta com um jornal e tem espaço especial nas redes sociais. Ou seja, comunicação não é um problema do Rio Preto.

APOIO À CBF E AO FAIR PLAY
Presidente José Eduardo procura manter contato com os principais dirigentes do futebol brasileiro. Recentemente, comunicou-se também com o atual presidente da CBF, Samir Xaud, enaltecendo a criação do projeto Fair Play, que visa ajudar de forma objetiva na recuperação financeira dos clubes brasileiros.
- Lema do atual presidente do Rio Preto: Moralidade acima de Tudo. Ele gosta de jogo limpo, despreza e condena corrupção de toda espécie. Por isso derrubou dois presidentes que o antecederam no Rio Preto.





































































































































