Muricy pede demissão do São Paulo; Rafinha tido como possível substituto

Rafinha é bem avaliado pela diretoria e pode se tornar o novo coordenador são-paulino

Muricy era coordenador de futebol desde janeiro de 2021, quando começou o primeiro mandato de Júlio Casares, que decidiu renunciar à presidência na última quarta-feira

Muricy
Foto: Arquivo Pessoal

São Paulo, SP , 23 (AFI) – Descontente com o quadro político do São Paulo e os maus resultados da equipe, Muricy Ramalho decidiu deixar o seu cargo, e já comunicou a decisão à diretoria. Sua saída será oficializada nos próximos dias. O desejo de deixar a sua função havia sido antecipado pelo Estadão há duas semanas.

Muricy era coordenador de futebol desde janeiro de 2021, quando começou o primeiro mandato de Júlio Casares, que decidiu renunciar à presidência na última quarta-feira, depois de sofrer impeachment. O vínculo havia sido renovado quando o mandatário foi reeleito por aclamação em 2023 e tinha validade até o fim deste ano.

HISTÓRICO

Muricy tem histórico recente de problemas de saúde e não quer se desgastar ainda mais emocionalmente e manchar sua imagem, de alguém que é identificado com o clube e com os torcedores.

Ele está afastado desde dezembro do ano passado justamente porque passou por uma cirurgia no joelho esquerdo. Terá, também, de ser submetido a um outro procedimento no joelho direito.

RAFINHA

Rafinha é bem avaliado pela diretoria e pode se tornar o novo coordenador são-paulino. Em entrevista ao Estadão revelou que tinha recebido propostas para começar uma nova carreira fora do campo e pretendia aceitar alguma das ofertas no início deste ano.

“Posso dizer que estão vindo grandes possibilidades”, limitou-se a dizer Rafinha. “Auxiliar é bacana, diretor esportivo seria bacana também porque tenho liderança, sei falar a língua dos jogadores, aprendi muito no futebol europeu, tenho muito pra compartilhar”.

Rafinha, de 40 anos, foi capitão durante a maior parte de sua passagem de três temporadas pelo São Paulo. Em 2023, teve papel importante no título da Copa do Brasil.

“O pessoal sabe o que posso acrescentar nos clubes. Às vezes chega clube da primeira divisão, é difícil falar toda hora ‘não’. Uma hora tenho que falar ‘sim’, tenho que encarar. Provavelmente em janeiro vou estar de volta ao futebol”, acrescentou o ex-jogador.