Ponte Preta recorre à CNRD para tentar substituir transfer ban
A ideia era garantir o pagamento das dívidas sem manter o veto às inscrições, mas o plano não avançou.
No documento, o clube admitiu atrasos no cumprimento de um acordo financeiro firmado com credores e sugeriu usar como garantia valores que ainda receberia do futebol nacional.
Campinas, SP, 14 (AFI) – A Ponte Preta vive dias de tensão fora das quatro linhas. Em meio à largada do Campeonato Paulista, o clube tentou uma saída jurídica para driblar o transfer ban que bloqueia o registro de jogadores, mas a estratégia não surtiu efeito e a Macaca continua impedida de reforçar o elenco.
A tentativa passou por um pedido formal à Câmara Nacional de Resolução de Disputas, no qual a diretoria propôs trocar a punição esportiva por uma retenção de receitas futuras. A ideia era garantir o pagamento das dívidas sem manter o veto às inscrições, mas o plano não avançou.
No documento, o clube admitiu atrasos no cumprimento de um acordo financeiro firmado com credores e sugeriu usar como garantia valores que ainda receberia do futebol nacional. Entre eles, cotas e premiações ligadas a competições organizadas pela CBF.
O problema é que essas receitas, na prática, ainda não existem de forma concreta. A própria Confederação informou que não há montantes definidos ou disponíveis, o que inviabilizou qualquer bloqueio imediato e manteve o transfer ban em vigor.
Com isso, a Ponte segue de mãos atadas no BID, enquanto contratações aguardam nos treinos sem poder atuar. Para agravar o cenário, o clube também enfrenta uma punição internacional relacionada a uma dívida por mecanismo de solidariedade, ampliando o peso jurídico sobre a temporada.
Dentro de campo, o discurso virou apreensão. O técnico Marcelo Fernandes chegou a indicar que a liberação estaria próxima, mas passou a admitir publicamente o risco de seguir apenas com jovens e poucas opções experientes caso o impasse financeiro persista.
PRESSÃO
O reflexo já é visível no elenco enxuto, marcado por saídas recentes e um banco formado majoritariamente por atletas da base. Sem solução imediata, a Ponte Preta entra em campo pressionada, tentando sobreviver no Paulistão enquanto luta, nos bastidores, para destravar seu próprio futuro.





































































































































