O Corinthians nem precisou colocar em campo os seus principais jogadores para se impor diante de uma Ponte Preta
O que se poderia esperar da Ponte Preta, nesta largada de Paulistão, se até o regularíssimo goleiro Diogo Silva aceitou um 'canudo' do corintiano
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 11 (AFI) – Neste domingo, publicação dupla sobre os clubes de Campinas.
Na outra postagem, um texto com detalhamento tático sobre o Guarani, no empate por 1 a 1 com o Primavera.
O que se poderia esperar da Ponte Preta, nesta largada de Paulistão, se até o regularíssimo goleiro Diogo Silva aceitou um ‘canudo’ do corintiano André Ramalho, do meio da rua, no lance do terceiro gol da goleada sofrida por 3 a 0, aos 49 minutos do segundo tempo?
O chute foi forte, em direção ao canto direito, mas goleiro do porte de Diogo Silva costuma praticar defesa em bola neste estilo.
Neste jogo disputado na tarde deste domingo, na Neo Química Arena, Diogo Silva ainda se atrapalhou barbaramente numa saída da meta no minuto seguinte, e quase facilitou para Pedro Raul marcar o quarto gol.

PONTE PRETA: MUITAS FALHAS
O Corinthians nem precisou colocar em campo os seus principais jogadores para se impor na partida, diante de uma Ponte Preta com cara daqueles clubes da Série C do Brasileiro que lutavam para escapar do rebaixamento.
Plenamente admissível o treinador pontepretano Marcelo Fernandes ter adotado postura extremamente defensiva, pelas circunstâncias e desfalques.
O que não se esperava era que, de posse de bola, ocorresse uma infinidade de erros de passes, chutões pro lado que o nariz estava virado, e incrível facilidade para que os seus jogadores fossem desarmados.
Assim, com essa sequência de erros da Ponte Preta e contínuo volume ofensivo do Corinthians, estava claro que em uma ou outra circunstância inevitavelmente ocorreria o aproveitamento.
APENAS NO PRIMEIRO TEMPO
Se o Corinthians rodava a bola de uma extremidade a outra do gramado, durante o primeiro tempo, a procura do espaço para infiltração, na prática só exigiu uma defesa do goleiro Diogo Silva.
Isso ocorreu aos 13 minutos, em arremate do lateral-direito Matheuzinho, em chute rasteiro.
Paradoxalmente, nas duas vezes que a Ponte Preta rondou a área corintiana, deixou a expectativa, ao seu torcedor, que pudesse surpreender, em lances contínuos aos 45 e 46 minutos.
Primeiro o centroavante Jeh puxou o contra-ataque, mas no momento da finalização o chute teve a direção do goleiro Hugo Souza.
Depois, a bola resvalou no pé do lateral-esquerdo Matheus Bidu, contra a sua própria meta, mas o goleiro corintiano estava atento.

QUEM MARCOU GUSTAVO HENRIQUE ?
Quem, da Ponte Preta, deveria ser a incumbência de disputar bola aérea com o zagueiro corintiano Gustavo Henrique, no lance do primeiro gol?
Natural que deveria ser Jeh, mas quem esteve no lance com o jogador do Corinthians foi o lateral-direito Pacheco.
Aí o zagueiro ganhou a disputa e acertou a cabeçada, com bola no canto direito de Diogo Silva.
E antes de chegar a esse gol, aos oito minutos, o Corinthians havia marcado através do seu lateral Bidu, mas providencialmente foi marcada posição de impedimento.
FALHA DE JOÃO GABRIEL
Naquele segundo tempo, o Corinthians passou a explorar mais jogadas ofensivas pelo lado direito, devido a fragilidade mostrada pelo lateral João Gabriel na marcação.
O segundo gol foi decorrente de lance que ele chegou atrasado na jogada, de fundo de campo.
Assim, foi permitido o cruzamento, finalização de Matheuzinho, rebote do goleiro Diogo Silva e bola tocando no corpo de André e ganhando direção do gol, aos 19 minutos.
O atacante Gui Negrão até marcou o terceiro gol, mas, no lance, ocorreu a falta cometida por Charles sobre Diogo Silva, aos 31 minutos, com jogada invalidada.
Como o Corinthians estava predestinado a golear por 3 a 0, essa atribuição coube a André Ramalho.

ELVIS E JEH
Cabe justificativa, sim, do treinador pontepretano Marcelo Fernandes sobre a postura de manter, até o final da partida, o meia Élvis, que se arrastava visivelmente em campo.
Carece explicação sobre os motivos para não ter ‘sacado’ o atacante Jeh, que ficou devendo muito na partida.
Por sinal, apesar da atuação fraca dele, facilmente dominado, um comentarista de televisão ainda teve a ‘ousadia’ de elegê-lo como um dos principais atletas da Ponte Preta na partida.





































































































































