Guarani teve chance de matar o jogo nos minutos finais e depois sofreu o empate do Primavera. Mas acabou sendo justo.
Embora também tenha apresentado novas contratações em seu elenco, o Primavera mostrou-se mais ajustado e merecedor do empate
Por ARIOVALDO IZAC
Campinas, SP, 10 (AFI) – Não se analisa pré-jogo de ‘orelhada’, atribuindo-se amplo favoritismo ao Guarani diante do Primavera, caçula do Paulistão, apenas respaldado no fato de ter contratado jogadores experientes.
Quando se reformula substancialmente uma equipe, é praxe se esperar uns três jogos para que ocorram os devidos encaixes.
Embora também tenha apresentado novas contratações em seu elenco, o Primavera mostrou-se mais ajustado e merecedor do empate por 1 a 1 diante do Guarani, na noite deste sábado, no Estádio Brinco de Ouro, na largada da competição.

PRIMAVERA, BOA COMPACTAÇÃO
Se o Primavera não mostrou nada de excepcional, pelo menos valeu-se de ajustes táticos com boa compactação dos jogadores e determinação para disputa em condições de igualdade, inclusive melhor durante a maior parte do primeiro tempo.
Logo, poderia ter saído à frente do placar se o atacante de beirada Paulo Baya não tivesse desperdiçado chance que ele mesmo criou, ao aplicar dois dribles desconcertantes sobre o lateral-direito Cicinho.
Até poderia ter ajeitado melhor a bola para finalização, mas se precipitou e o arremate saiu pra fora, aos 16 minutos.
DEFESAS DE VICTOR HUGO
Apenas aos 45 e 46 minutos do primeiro tempo o Guarani ameaçou a meta adversária, exigindo duas defesas do goleiro Victor Hugo, em finalizações do atacante Guilherme Parede e o volante Igor Pereira.
EXPULSÃO E RECUO
Aos 25 minutos, o lance mais polêmico daquele período, quando o árbitro Gustavo Holanda Souza havia expulsado Cicinho por atingir o tornozelo direito do meia Matheus Anjos.
Entretanto, após intervenção do VAR, ele foi rever o lance e aí interpretou que havia se precipitado. Optou pela troca da cor do cartão para amarelo.
GOL DE RAPHAEL RODRIGUES
No segundo tempo, como o Primavera diminuiu aquele ímpeto ofensivo, disso se aproveitou o Guarani para aumentar a posse de bola e também contar com vacilo do goleiro Victor Hugo, para chegar ao gol, aos 20 minutos.
A bola alçada e rebatida se ofereceu para o zagueiro bugrino Raphael Rodrigues – que havia substituído Cicinho no intervalo – e, no giro de primeira, ele a colocou no canto esquerdo da meta do Primavera.
Em seguida, o Guarani só não sofreu o gol de empate porque inacreditavelmente o lateral-direito Kevin, de frente para o gol, chutou a bola em cima do goleiro Caíque França, que praticou a defesa.
GUARANI RECUOU
Depois disso, o Guarani abaixou de vez as linhas, mas com proposta de usar a velocidade nos contra-ataques, já com Dentinho no gramado, em substituição a Mirandinha.
E foi em uma destas jogadas que o Guarani teve a chance de ouro para sacramentar a vitória, nos pés de Cachoeira, mas o chute foi um cima do goleiro Victor Hugo, que praticou a defesa, aos 42 minutos.
Como o Primavera abusou de bolas alçadas à área bugrina, a maioria acabou rechaçada pelos marcadores.

EMPATE NO FINAL
Por ter sido jogo truncado, o árbitro determinou seis minutos de acréscimo no segundo tempo.
Pois aos 51 minutos o Primavera chegou ao gol de empate, em jogada iniciada através de cobrança de escanteio.
Com bola cruzada no primeiro pau e ‘casquinha’ de cabeça do centroavante Léo Passos, para o interior da área, eis que apareceu livre Josiel para testar e determinar o gol de empate.
O árbitro ainda acrescentou mais um minuto de acréscimo, mas o placar do jogo já estava definido.





































































































































