Ponte Preta estreia no Paulistão sob punição e sem poder usar reforços

A situação foi confirmada pelo técnico Marcelo Fernandes, que falou publicamente sobre o tema pela primeira vez.

Segundo o treinador, a comissão técnica e o elenco foram informados apenas na manhã de quinta-feira de que os jogadores recém-chegados não poderiam atuar

marcelo ponte
Marcelo Fernandes, técnico da Ponte Preta. Foto: Júlio César Costa / Especial PontePress

Campinas, SP, 09 (AFI) – A Ponte Preta iniciará sua caminhada no Campeonato Paulista de 2026 em meio a um cenário de instabilidade fora de campo. Por conta de punições impostas pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e pela Fifa, o clube está impedido de registrar reforços e não contará com as 11 contratações feitas para a temporada na estreia contra o Corinthians, neste domingo, às 16h, na Neo Química Arena.

A situação foi confirmada pelo técnico Marcelo Fernandes, que falou publicamente sobre o tema pela primeira vez. Segundo o treinador, a comissão técnica e o elenco foram informados apenas na manhã de quinta-feira de que os jogadores recém-chegados não poderiam atuar na primeira rodada do estadual.

“Para nossa surpresa, soubemos hoje de manhã que esses atletas não poderiam jogar. A diretoria explicou que não foi possível regularizar por questões burocráticas, mas que a situação deve estar resolvida para a segunda rodada”, afirmou o treinador em entrevista à Rádio 105 FM.

Com isso, nomes como Thiago Coelho, David Braz, Lucas Cunha, Walisson Maia, Pedro Martins, Tárik, Cristiano, Herbert e Vitor Pernambucano ficam fora da estreia. A tendência é que o elenco campeão da Série C sirva como base para o confronto, reforçado por atletas das categorias de base.

Marcelo Fernandes confirmou que jogadores que disputam a Copa São Paulo de Futebol Júnior serão chamados para completar a delegação. Alguns destaques da Copinha, inclusive, já foram preservados no último compromisso do torneio visando a possível utilização no profissional.

As punições que atingem a Ponte Preta envolvem valores próximos de R$ 1,9 milhão. Um dos transfer bans, aplicado pela CNRD, está relacionado a parcelas atrasadas de acordos firmados pelo clube. O outro, imposto pela Fifa, diz respeito a uma dívida de cerca de 110 mil dólares referente ao mecanismo de solidariedade.

MAIS DETALHES

Além das contratações, havia incerteza sobre a situação de atletas que encerraram contrato após a Série C e renovaram para 2026. Apesar da divergência de interpretações jurídicas, parte desses jogadores apareceu regularizada no BID no fim da tarde de quinta-feira, sinalizando que o clube conseguiu registrar alguns remanescentes do elenco campeão.

O impasse financeiro também já havia impactado a preparação da equipe. Em dezembro, o elenco chegou a paralisar as atividades por conta de salários atrasados, situação que reduziu o tempo efetivo de pré-temporada. Agora, a Ponte Preta tenta virar a página dentro de campo, mesmo com limitações, em uma estreia que promete ser desafiadora diante de um dos favoritos ao título estadual.

Confira também: