ESPECIAL CBF: Transição política e as mudanças estruturais projetadas para 2026

Ponto de inflexão ocorreu com o afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF

A temporada de 2025 marcou um período de instabilidade política

ESPECIAL CBF: Transição política e as mudanças estruturais projetadas para 2026
ESPECIAL CBF: Transição política e as mudanças estruturais projetadas para 2026 (Foto: Lucas Figueiredo)

Rio de Janeiro, RJ, 19 (AFI) – A temporada de 2025 marcou um período de instabilidade política e transição institucional na Confederação Brasileira de Futebol (CBF), com reflexos diretos na condução da entidade e nas diretrizes do futebol nacional a partir de 2026.

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O ponto de inflexão ocorreu com o afastamento de Ednaldo Rodrigues da presidência da CBF por decisão da Justiça do Rio de Janeiro. A medida teve como base a suspeita de falsificação da assinatura do Coronel Nunes, um dos vice-presidentes da entidade, em um documento que havia encerrado a ação judicial que questionava a legalidade da eleição de Ednaldo.

ESPECIAL CBF: Transição política e as mudanças estruturais projetadas para 2026
ESPECIAL CBF: Transição política e as mudanças estruturais projetadas para 2026 (Foto: Lucas Figueiredo)

MUDANÇAS NA CBF

Diante desse cenário, Fernando Sarney, então vice-presidente da confederação, foi nomeado interventor e assumiu a presidência de forma temporária, com a missão de conduzir uma nova eleição.

Apesar de integrar o mandato vigente até 2026, Sarney não faria parte de uma eventual nova gestão de Ednaldo, já que ambos estavam politicamente rompidos. Foi ele quem solicitou ao Supremo Tribunal Federal a suspensão da homologação do acordo, sustentando que o documento não poderia ser considerado válido diante das denúncias de falsidade.

NOVA ELEIÇÃO

A transição foi concluída com a eleição de Samir Xaud como novo presidente da CBF. Dirigente de Roraima, ele assumiu o cargo de forma imediata, com mandato até 2029. Mesmo sendo candidato único, não obteve unanimidade. A votação contou com a presença de 26 federações e 20 clubes, totalizando 103 pontos de um máximo possível de 141. Parte dos clubes e federações que haviam sinalizado apoio a outro grupo político optou por boicotar o pleito, enquanto alguns decidiram participar apesar do movimento contrário.

Após a eleição, Xaud indicou como prioridades a reorganização do calendário nacional e a implantação do fair play financeiro. Pouco depois, a CBF apresentou o planejamento do futebol brasileiro para o ciclo de 2026 a 2029, com mudanças estruturais. Entre elas estão a redução das datas dos campeonatos estaduais, que passam a ter limite de 11 jogos, a ampliação do período do Campeonato Brasileiro e a reformulação da Copa do Brasil, que terá aumento no número de participantes e final em jogo único no encerramento da temporada.

NOVO CALENDÁRIO

O novo calendário também prevê a criação e reestruturação de torneios regionais, com o objetivo de ampliar o número de datas para clubes fora da elite e equilibrar a distribuição de jogos ao longo do ano. A entidade argumenta que as alterações buscam reduzir a sobrecarga de partidas, aumentar o apelo comercial das competições e tornar o futebol brasileiro mais organizado do ponto de vista esportivo e financeiro.

Assim, 2025 se consolidou como um ano de ruptura e reorganização na CBF, encerrando um ciclo político marcado por disputas judiciais e abrindo caminho para um novo modelo de gestão e calendário a partir de 2026.

A temporada também reservou espaço para polêmicas com arbitragem, como de costume. Foram diversas críticas e declarações polêmicas, pressionando a CBF a profissionalizar a arbitragem no Brasil, demanda antiga que sempre volta a ser discutida por jogadores e clubes.