JUVENTUS: Tombamento trava planos da SAF para modernizar a Javari
Tombamento histórico impede instalação de gramado sintético e freia projeto de ampliação da Rua Javari. SAF tenta revisão para avançar.
São Paulo, SP, 28 (AFI) – A SAF do Juventus da Mooca deu seu primeiro passo para modernizar a Rua Javari, mas esbarrou em um obstáculo que hoje trava qualquer mudança estrutural: o tombamento histórico do estádio, que inclui o próprio gramado natural. A empresa responsável pelo futebol do Moleque Travesso deseja instalar um piso sintético, prática comum em arenas urbanas modernas, porém a proposta colide diretamente com as exigências de preservação patrimonial.
IMPASSE COM O CONPRESP BLOQUEIA GRAMA SINTÉTICA
O Estádio Conde Rodolfo Crespi foi tombado em 2020 pelo Conpresp, que determinou a manutenção da “volumetria, dimensões e tipo de forração vegetal” do campo — o que inclui o gramado natural como parte do bem protegido. A decisão se apoia no valor histórico da Javari como símbolo do futebol paulistano do início do século passado, preservando a atmosfera ligada à origem operária do clube.
A SAF argumenta que a grama sintética traria vantagens como melhor desempenho, menor risco de lesões, redução do consumo de água e eliminação de defensivos agrícolas. Mesmo assim, o pedido foi rejeitado pela área técnica do Conpresp, segundo revelou o portal Metrópoles.
REVISÃO DO TOMBAMENTO E PROJETO DE AMPLIAÇÃO
Com a negativa, a esperança da SAF é conseguir uma revisão do tombamento. A alteração não apenas permitiria a troca do gramado, como destravaria outro plano ambicioso: ampliar a capacidade da Javari dos atuais 5.180 lugares para cerca de 15 mil torcedores.
A SAF, liderada pela Contea Capital e anunciada no fim de outubro, entende que a modernização da estrutura é essencial para os próximos passos do projeto esportivo, especialmente em um estádio considerado um dos mais tradicionais do país.
METAS DA SAF: DA A2 À ELITE NACIONAL
Com um plano de longo prazo, o Juventus quer voltar à elite do Paulistão em 2027 — algo que não ocorre desde 2008 — e permanecer apenas uma temporada na Série D, subindo à Série C já em 2028. No cenário nacional, a ambição é chegar à Série B em 2031 e, a longo prazo, buscar um retorno histórico à Série A do Brasileirão até 2035.
A única participação juventina na elite nacional ocorreu em 1983, ano em que conquistou a Taça de Prata, equivalente à Série B. A última presença do clube em competições nacionais foi em 2007, na Série C.





































































































































