Kleina culpa a boleirada, mas ele errou mais na derrota da Ponte

Kleina culpa a boleirada, mas ele errou mais na derrota da Ponte

Kleina culpa a boleirada, mas ele errou mais na derrota da Ponte

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Alô torcedor pontepretano: pro ‘C’ ficar ainda com mais raiva, cabe a informação de que o rápido lateral-direito Maílton e o atacante de beirada Felipe Augusto – autor dos dois gols da vitória do Operário (PR) sobre a Ponte Preta por 2 a 1 – vieram do Missarol. Logo, presume-se que seriam contratáveis, o que mostra a ‘turminha de visão’ que passou pelo Estádio Moisés Lucarelli pra montagem de equipe.

Que ‘lambançaida’ do treinador Gilson Kleina, da Ponte Preta, antes, durante e depois deste jogo em Ponta Grossa!

Meia-atacante Éverton não havia mostrado credenciais para permanência na equipe após o fraco rendimento contra o Vila Nova. Aí ganha outra chance, decepciona novamente, e só é substituído aos 33 minutos do segundo tempo.

EDÍLSON E ARNALDO

Há concordância de que o lateral-direito Arnaldo não reeditava o futebol mostrado antes da lesão, mas o dia a dia deve ter mostrado ao comandante que não haveria ganho com a entrada de Edilson, na posição.

Pelo contrário: houve perda defensiva, pois os dois gols do Operário ocorreram nas costas de Edilson, sem a devida cobertura de volantes e zagueiros.

O que a Ponte teria a ganhar com a escalação do volante Washington, que já não havia convencido diante do Vila Nova?

Se notadamente não é perfil dele ser organizador, igualmente já havia demonstrativo de perda na capacidade de marcação na cabeça da área, o que na prática se confirmou.

Até como estratégia de jogo o treinador Gerson Gusmão, do Operário, teve melhor visão de que Kleina.

Ponte falhou na marcação

Ponte falhou na marcação

Durante o primeiro tempo ele fixou Felipe Augusto pelo lado direito do ataque e liberou Maílton pra avançar. Isso obrigou o lateral pontepretano Diego Renan a ficar preso na marcação, e Kleina ficou sem saída de bola pelos lados, considerando-se a timidez de Edílson no começo.

Como a Ponte não dispõe de meias organizadores, o time só rondou a área do Operário em lances de bola parada, e numa furada do zagueiro Rodrigo, que Roger, cara a cara com o goleiro Rodrigo Viana, não soube aproveitar.

Para quem tinha maior volume de jogo e exigido duas defesas de realce do goleiro Ivan antes do intervalo, foi um castigo o Operário sofrer gol aos quatro minutos do segundo tempo, em lance aproveitado pelo volante Édson.

VIRADA

Bastaram mais seis minutos para o Operário virar o placar, em jogadas de contra-ataques, para ira de Kleina, que na entrevista pós-jogo cobrou mais concentração de seus jogadores, quando na prática ele, Kleina, também estava tão desconcentrado pela sequência de erros

Inexplicavelmente sacou Marcondele, um dos raros a fazer algumas jogadas individuais.

Errou igualmente ao imaginar que com um ‘punhado’ de atacantes criaria mais chances de gols.

Foi quando o Operário havia recuado para administrar a vantagem, e a Ponte teve mais presença ofensiva.

REGINALDO

O zagueiro Reginaldo abusou do direito de errar e certamente fez a pior partida pela Ponte.

Se Édson perdeu bisonhamente bola para Felipe Alves, teve sorte de o adversário perder gol feito. Se o atacante João Carlos não justificou a entrada e Vico correu pra lá e pra cá sem rendimento prático, coloque também na conta dos boleiros a culpa pelo tropeço, que distancia a equipe do G4.