Série C: Sampaio cita invasão da torcida do Náutico e pede interdição dos Aflitos

Primeiro jogo da final da terceira divisão está previsto para ser realizado no estádio alvirrubro

Primeiro jogo da final da terceira divisão está previsto para ser realizado no estádio alvirrubro

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São Luís, MA, 25 – Com apoio da Federação Maranhense de Futebol (FMF), o Sampaio Corrêa entrou nesta quarta-feira com um pedido de interdição do Estádio dos Aflitos, palco do jogo de ida da final da Série C, contra o Náutico, marcado para domingo, dia 29. O documento redigido por Gabriel Costa, advogado do clube, cita a invasão de torcedores do time pernambucano na partida contra o Paysandu como o principal motivo para a solicitação, alegando falta de segurança.

O caso citado no texto ocorreu no dia 8 de setembro, quando o Náutico venceu o Paysandu nos pênaltis, pela rodada de volta das quartas de final da Série C, e conquistou o acesso à divisão superior. Na euforia da conquista, houve uma invasão generalizada da torcida ao gramado. “Tal invasão demonstra a ausência de segurança do Estádio, posto que milhares de pessoas conseguiram chegar ao local que deveria ser restrito aos profissionais autorizados”, diz o documento.

Também foi citado o fato de que torcedores abraçaram e beijaram o árbitro da partida, Leandro Vuaden. Gabriel Costa argumenta que a reação foi carinhosa por causa das circunstâncias positivas, e que um cenário negativo pode acabar em violência.

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

“Se o sentimento fosse de revolta – se o Náutico tivesse perdido por um pênalti mal marcado com um minuto para o fim da partida – tal proximidade que o torcedor conseguiu pela falta de segurança do estádio poderia ser causa de sérios danos físicos para a equipe de arbitragem.”, diz outro trecho do texto.

PROBLEMAS COM A PM
O advogado também cita o jogo da semifinal contra o Juventude, que foi realizado no domingo passado sem a presença da Polícia Militar. Isso porque o Náutico conseguiu reverter um pedido do Ministério Público para que o jogo fosse alterado para segunda-feira, em razão do baixo efetivo da PM do Recife, concentrada em trabalhar na segurança do show feito pela banda Bom Jovi, também no domingo, no Arruda. O clube conseguiu manter a data, mas teve que contratar seguranças particulares e criticou duramente a PM.

Na parte final do texto, é feito um pedido para que o jogo seja realizado em um local mais segura, como a Arena Pernambuco. Na visão do Sampaio, o estádio é mais seguro para comportar um grande evento esportivo e assegura o mando de campo ao Náutico.