Meia e técnico trocam ofenas no Fluminense durante jogo: burro x vagabundo

O meio-campista não gostou de ser substituído por Oswaldo Oliveira no empate por 1 a 1 com o Santos

O meio-campista não gostou de ser subsituído por Oswaldo Oliveira no empate por 1 a 1 com o Santos

Rio de Janeiro, RJ, 26 (AFI) – Mesmo jogando em casa, no Estádio do Maracanã, o Fluminense não conseguiu voltar a vencer no Campeonato Brasileiro da Série A para abrir distância da zona de rebaixamento.

Na noite desta quinta-feira (26), o time carioca ficou no empate pelo placar de 1 a 1 com o Santos. Porém o maior destaque foi a discussão entre Paulo Henrique Ganso e o técnico Oswaldo Oliveira, após a substituição do meio-campista.

BURRO E VAGABUNDO
PH Ganso não gostou de ser substituído e chamou o técnico de ‘burro’. O treinador não deixou barato e respondeu: ‘vagabundo’. Mas antes da discussão se tornar algo maior, os dois foram separados por membros da comissão técnica. Logo após a partida, o meio-campista falou que o bate-boca aconteceu por conta do clima quente do jogo.

Ganso não gostou de ser substituído por Oswaldo Oliveira no empate por 1 a 1 com o Santos

Ganso não gostou de ser substituído por Oswaldo Oliveira no empate por 1 a 1 com o Santos

“Eu não trabalho para o Oswaldo, eu trabalho para o Fluminense. Procuro ajudar meus companheiros como estava fazendo dentro de campo.

Foi uma briga apenas em campo, não tem como ser educado dentro das quatro linhas. Isso faz parte, vou conversar com ele agora nos vestiários, mas vamos ver o que vai acontecer.

É coisa do clima quente do jogo”, afirmou o jogador.

POSIÇÃO DO COMANDANTE
Na entrevista coletiva que deu após o jogo, Oswaldo Oliveira tratou de colocar panos quentes na situação.

“Tudo está resolvido. Eu tomei a atitude de nos vestiários ir em direção dele (Ganso) e lhe dar um abraço. O Fluminense vive um momento especial, no qual todos nós vivemos situações intensas. Às vezes os ânimos passam dos limites. Eu procuro sempre respeitar a todos porque respeito à hierarquia. Quando percebi que não aconteceu isso, então eu reagi como achei que devia”, explicou.

MAIS MARCAÇÃO
Sobre a substituição de Ganso, o técnico ainda esclareceu que vinha pedindo para o meia voltar na marcação. “Daí ele me xingou e eu o tirei do campo”, justificou.

O técnico lembrou o fato de que vai completar 44 anos de carreira e que não foi a primeira vez que enfrentou este tipo de situação. Porém, admitiu:

“Espero que seja a última”. Indagado também sobre a sua situação à frente do time, ele disse que “está preparado para aguentar toda a pressão”. “Inclusive, respeitando a posição da torcida que xingou bastante a mim e ao time, o que é natural quando não se ganha”, completou.

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PANOS QUENTES
Sem vencer a duas rodadas, o time carioca amarga a 16ª colocação, com 19 pontos e é o primeiro time fora da zona de rebaixamento. Para o meia Daniel, esse tipo de discussão não afeta em nada o clima do elenco com o treinador. Ele ainda afirmou que tem certeza que tudo isso será resolvido no vestiário.

“Com certeza. O Oswaldo é nosso treinador e temos que respeita-lo. Os dois estavam de cabeça quente. O clima ficou pesado aqui no Maracanã, todo mundo queria vencer e por isso houve essa discussão. Mas tenho certeza que eles vão se entender ali dentro. Nosso foco segue em tirar o Fluminense deste local incomodo da tabela”, completou.