Gremistas elogiam o Flamengo e falam em recuperação no Brasileiro

A derrota por 5 a 0 foi muito sentida pelos jogadores do Tricolor e alguns não quiseram falar com a imprensa após a partida

A derrota por 5 a 0 foi muito sentida pelos jogadores do Tricolor e alguns não quiseram falar com a imprensa após a partida

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Rio de Janeiro, RJ, 24 (AFI) – Não poderia ser diferente o clima do lado dos vestiários do Grêmio no Maracanã, nesta quarta-feira, após a goleada sofrida por 5 a 0 para o Flamengo e a eliminação nas semifinais da Copa Libertadores. Muita tristeza, decepção e silêncio. O primeiro a deixar passar pela zona mista foi o experiente Léo Moura, de 41 anos, que estava à paisana, afinal nem foi utilizado no jogo.

“A gente tomou uns gols que a equipe não está acostuma da a tomar. Logo diante de uma equipe que joga pra cima, que só busca o gol como é o Flamengo. Agora é pensar no Brasileiro” – tentou pensar no futuro o talismã do técnico Renato Gaúcho.

TODOS CHATEADOS
Sobre a preocupação da torcida pela eliminação e futura do time, ele também tentou ser político.

“Nós também estamos chateados, por tudo isso, como o torcedor. Tem dias que as coisas não acontecem. Hoje foi um dia destes. Todo mundo está triste, mas tem que levantar a cabeça para colocar o clube na Libertadores de 2020 e pensar agora só no Brasileiro“.

O lateral disse que tinha conhecimento que não iria ser escalado na lateral, onde foi improvisado Paulo Miranda. “Eu já sabia desde o primeiro treino e a gente respeita o treinador, como o companheiro. O Paulo (Miranda) vinha bem até tomar o primeiro gol e daí o time perdeu a confiança”.

Léo Moura, mais velho jogador do elenco, defendeu o discurso de Renato Gaúcho de que o Grêmio joga o melhor futebol do Brasil. “A gente joga mesmo o melhor futebol do Brasil realmente. Já é assim há três anos. Mas não foi nosso dia. Tem muito pela frente ainda”.

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BOLA PARA FRENTE
O também experiente zagueiro Paulo Miranda, procurou também um discurso de bola para frente. “No primeiro tempo a equipe jogou bem, até perdeu até um gol. Mas agora é trabalhar bem e recuperar o nosso futebol. Não tem vexame, porque viemos para um jogo decisivo e contra um time poderoso” – explicou.

O meia-atacante Jean Pyerre, que não atuou por estar contundido, também falou em recuperação. “Eu não estava com confiança para chutar a bola, realmente não tinha condições de jogar. Agora é levantar a cabeça e ver tudo que a gente errou, para terminar o ano bem. Uma derrota que machuca, que deixa a gente triste, mas não pode baixar a cabeça. Sentimento de tristeza, que estávamos bem no jogo. Segundo tempo a gente tomou o gol muito cedo e isso nos desconcentrou e levamos mais gols”.

ZAGUEIRO RECONHECE MAU FUTEBOL
O zagueiro Kannermann reconheceu que o time não jogou bem, mas perdeu para um grande adversário. “O Flamengo foi muito bem. Nós ainda seguramos eles no primeiro tempo, mas depois não acertamos a saída e levamos mais gols. Agora é focar no Brasileiro e seguir em frente” – comentou.

“A gente não queria perder desta maneira, mas infelizmente sofremos os gols muito cedo. Pela goleada a gente fica triste, mas o Flamengo voltou melhor no segundo tempo, então méritos deles e agora é pensar na volta do brasileiro e nos jogos que vamos ter pela frente” – justificou Alisson, parecendo bem consciente.

SEM FALAR
Mas alguns jogadores que atuaram se negaram a dar entrevistas, deixando os vestiários direto para o ônibus da delegação. Foram os casos do atacante André, que pouco pegou na bola, e do goleiro Paulo Victor criticado por tomar ‘gols defensáveis’.

O time já volta a jogar no Brasileiro no próximo domingo quando recebe o Botafogo em Porto Alegre, pela 28.ª rodada.